Flávia Uchôa de Oliveira, Shailen Nandy, L. R. Vedovato
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Preferências Adaptativas, Pobreza Multidimensional e Políticas Públicas
As preferências adaptativas são sustentadas no pressuposto de que a experiência de privação enviesa as preferências dos sujeitos para a sua adaptação a condições adversas de vida, impactando o que se considera dignidade humana. Por isso, alguns autores indicam que esse viés deveria ser considerado para a formulação e a implementação de políticas públicas voltadas a populações vulneráveis e empobrecidas. Este estudo tem por objetivo apresentar evidências empíricas para o debate crítico sobre as preferências adaptativas, encontradas no estudo sobre pobreza multidimensional na cidade de São Paulo e como contribui para os contornos do conceito de dignidade humana. A partir da Abordagem Consensual, investigamos os níveis de consenso entre várias parcelas da população paulistana e o seu nível de privação. Eram esperados impactos das preferências adaptativas no consenso e na predileção dos mais pobres sobre o que é necessário para um padrão de vida digno no Brasil de hoje. No entanto, os resultados alcançados indicam evidências empíricas pouco significativas que apontam para impactos significativos das preferências adaptativas em nossa amostra. Não há diferença relevante entre as opiniões dos mais pobres e dos não pobres sobre o que deve ser garantido a todas e todos, o que permite construir o que deve fazer parte da dignidade humana. Os dados apresentam similaridade das preferências de pobres e não pobres. Este estudo está em consonância com pesquisas anteriores que indicam que as preferências adaptativas não impactam de forma significativa a Abordagem Consensual.