Agata Cristina Lima Dias, Juliana Mattos Bohrer Santos, Ana Silvia Pereira Santos, Sue Ellen Costa Bottrel, Renata De Oliveira Pereria
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Utilizaram-se como plataformas de pesquisa o Periódicos Capes, Google Acadêmico e Science Direct. Analisaram-se 36 trabalhos referentes a presença do composto em águas no Brasil e 43 sobre sua remoção da água. Observou-se nos trabalhos revisados, frequências de detecção da atrazina da ordem de 8% para águas superficiais e 12% para subterrâneas, além de sua ocorrência em valores superiores ao VMP em ambas as matrizes. Em águas tratadas a presença, bem como concentração da atrazina foi reportada em dois estudos, porém em concentrações inferiores à máxima permitida. O tratamento de ciclo completo é ineficaz para a remoção da atrazina. Sendo assim, é necessária a associação de outros processos ao tratamento convencional, dentre os quais citam-se: a adsorção em carvão ativado, ozonização, nanofiltração, osmose inversa e processos oxidativos avançados. 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OCORRÊNCIA DE ATRAZINA EM ÁGUAS NO BRASIL E REMOÇÃO NO TRATAMENTO DA ÁGUA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A atrazina é um dos agrotóxicos mais utilizados no Brasil e possui grande tendência a contaminar águas superficiais e subterrâneas. Logo, o objetivo do estudo foi realizar uma revisão bibliográfica para verificar a ocorrência da atrazina em águas superficiais, subterrâneas e tratadas no Brasil e sua remoção durante o tratamento de água para consumo humano. Para tanto, buscaram-se na literatura trabalhos científicos publicados entre os anos de 2000 e 2017 que trataram sobre a presença do composto nas matrizes supracitadas. Para a análise da remoção da atrazina em água buscaram-se trabalhos que empregaram processos como tratamento convencional, ozonização, fotólise, adsorção, nanofiltração, entre outros. Utilizaram-se como plataformas de pesquisa o Periódicos Capes, Google Acadêmico e Science Direct. Analisaram-se 36 trabalhos referentes a presença do composto em águas no Brasil e 43 sobre sua remoção da água. Observou-se nos trabalhos revisados, frequências de detecção da atrazina da ordem de 8% para águas superficiais e 12% para subterrâneas, além de sua ocorrência em valores superiores ao VMP em ambas as matrizes. Em águas tratadas a presença, bem como concentração da atrazina foi reportada em dois estudos, porém em concentrações inferiores à máxima permitida. O tratamento de ciclo completo é ineficaz para a remoção da atrazina. Sendo assim, é necessária a associação de outros processos ao tratamento convencional, dentre os quais citam-se: a adsorção em carvão ativado, ozonização, nanofiltração, osmose inversa e processos oxidativos avançados. Porém, é importante se atentar á conversão dos contaminantes a subprodutos que, assim como seus precursores, podem apresentar toxicidade.