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Deixadas para morrer: sobre búfalas, desinformação e especismo estrutural
Neste artigo, analisamos o caso que ficou conhecido como “Búfalas de Brotas” para introduzir a discussão sobre o conceito de especismo estrutural, situando o especismo como um dos componentes do sistema de opressões. Abordamos o aspecto informacional que envolve o caso por meio das narrativas identificadas na cobertura midiática do acontecimento. Ampliamos o debate para o viés informacional, ressaltando a necessidade da inserção de elementos políticos. Contextualizamos o especismo estrutural como estratégia de elevação do agronegócio que conta com outras instituições de poder como auxiliares no enviesamento da opinião pública, favorecendo a manutenção dos interesses deste setor e sua contínua expansão em detrimento da qualidade de vida de animais não humanos e humanos. Como metodologia, adotamos a revisão bibliográfica, correlacionando o arcabouço teórico dos saberes da Ciência da Informação, Estudos Críticos Animalistas, Ecofeminismos e análise do mencionado caso paradigmático por meio de relatos divulgados pela mídia para apuração da complexa trama que chamamos de “paradoxo da opressão”, envolvendo o movimento de ativismo em defesa da causa animal, a mídia e o agronegócio. Nossas considerações finais nos direcionam ao entendimento do especismo estrutural como um problema de ordem informacional por ser produto de estratégias de desinformação e desempenhar o papel de provimento do senso comum, produção de ignorância e manutenção de estruturas de poder que asseguram sua própria existência como um modo de opressão que impacta animais não humanos e humanos