S.M.S. Silva, C. O. D. Silva, Livia Beatriz Nunes de Farias, P. D. A. Silva, H. Ferreira, Bianca Rodrigues da Silva, Yasmin Henrique Pessoa, Larissa Santos Arruda, Alyne Da Silva Portela, Rômulo Moreira dos Santos, Adriana Amorim de Farias Leal
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As variáveis do estudo foram classificadas em demográficas e socioeconômicas, clínicas e relacionadas à farmacoterapia, as quais foram coletadas por meio de um questionário estruturado. Dos usuários observados, a média de idade foi de 50 anos. Na avaliação da farmacoterapia, as classes de medicamentos mais utilizadas foram dos anti-hipertensivos e hipoglicemiantes, devido ao perfil de morbidade relacionada às doenças crônicas. Houve uma frequência de 19,8% de ocorrência de interações medicamentosas entre os usuários, sendo algumas de intensidade grave, revelando insegurança da farmacoterapia, apesar da elevada adesão quando questionados sobre o uso. 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CUIDADO FARMACÊUTICO: REVISÃO DA FARMACOTERAPIA DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Os serviços farmacêuticos envolvem atividades clínico-assistenciais, sobretudo voltadas ao cuidado em saúde, devendo comprometer-se com o apoio direto ao usuário e com a obtenção de resultados em saúde, especialmente os relacionados à farmacoterapia. Nesse contexto, o objetivo do estudo foi revisar a farmacoterapia dos usuários da Atenção Primária à Saúde (APS). Foi realizado um estudo seccional, com abordagem quantitativa e descritiva dos dados. O estudo foi desenvolvido no período de setembro de 2018 a fevereiro de 2019, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Campina Grande, PB, Brasil. As variáveis do estudo foram classificadas em demográficas e socioeconômicas, clínicas e relacionadas à farmacoterapia, as quais foram coletadas por meio de um questionário estruturado. Dos usuários observados, a média de idade foi de 50 anos. Na avaliação da farmacoterapia, as classes de medicamentos mais utilizadas foram dos anti-hipertensivos e hipoglicemiantes, devido ao perfil de morbidade relacionada às doenças crônicas. Houve uma frequência de 19,8% de ocorrência de interações medicamentosas entre os usuários, sendo algumas de intensidade grave, revelando insegurança da farmacoterapia, apesar da elevada adesão quando questionados sobre o uso. Apesar dessas limitações, a pesquisa apresentou contribuições importantes para o serviço e aos profissionais de saúde, como a integração do profissional farmacêutico às equipes de saúde da família na atenção básica, e a possibilidade de oferta do serviço de revisão da farmacoterapia aos usuários, observando as dimensões de necessidade, adesão, efetividade e segurança dos medicamentos em uso.