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A partir do registro do diário de um sobrevivente de genocídio, a autora trabalha a transmissão de traços de terror a seus descendentes. Mostra como, para preservar a sobrevida, o trauma transmitido inconscientemente acaba por provocar no filho um evitamento, caracterizado por um rompimento dos vínculos que tecem os afetos e que mais tarde se repetirá na história geracional pelo sintoma de um aparente esquecimento, uma “memória branca”. Mostra, ainda, como no après-coup a literatura pode restituir a trama afetiva e textual rompida.