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Resumo A partir de pesquisas de orientação etnográfica, como as de Stephen Levinson e Elinor Ochs, e social, como as de Jacob Mey e Joana Plaza Pinto, o artigo assume uma postura particular sobre a pragmática linguística. Nomeada originalmente por Peirce e firmada como perspectiva - em vez de disciplina -, a pragmática abriga pesquisadores/as de diversas tradições. Pessoas com trabalho pragmaticamente orientado ao estudo linguístico podem estar filiadas a áreas como a sociolinguística, a antropologia linguística, a linguística aplicada, a etnometodologia etc., mas sugiro uma semelhança de família: a pragmática vista como ciência social - i.e., tanto área etnograficamente orientada ao papel, às ideologias e à agência dos usuários da linguagem, quanto ciência “na sociedade”, engajada. O artigo revisita etnografias linguísticas na Oceania e África, bem como trabalhos de orientação semântica. Conclui-se, com Rajagopalan, que uma diversidade de problemas de pesquisa dessa perspectiva são refinamentos da ação situada dos sujeitos.