codo的老黑人。视觉叙事。

Anna Kurowicka
{"title":"codo的老黑人。视觉叙事。","authors":"Anna Kurowicka","doi":"10.51359/2526-3781.2018.236879","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Sinopse:Preto velho é uma categoria nativa, com a qual se denomina pessoas negras das épocas passadas no municipio de Codó, estado do Maranhão, Brasil. A noção dos pretos velhos funciona também como uma descrição étnica, como o selo do modo de vida tradicional, em grande medida autossuficiente e baseada em um bom entendimento do meio natural. Entretanto, não somente as formas de subsistência, mas também a filosofia de vida e a lógica que a guiava eram os atributos dos pretos velhos. Se entrelaçavam aqui a crença sobre a importância para as pessoas humanas da força e dos encantados (seres ou entes invisíveis da floresta), com os saberes sobre a natureza. A vida dos indivíduos e das comunidades eram construídas em função do poder de negociação com estas entidades “sobrenaturais”, estabelecendo-se relações de parentesco entre eles e os pretos velhos.Da mesma forma, a noção dos pretos velhos funciona, hoje em dia, como um marco temporal simbólico, pois faz referência ao passado e à ruptura. Os conflitos agrários, que se deram no município de Codó a partir dos anos 70 do século XX, acabaram praticamente com as comunidades negras tradicionais na região. A selva, que cobria antes todo o município, converteu-se em um gigantesco espaço de exploração pecuária. Os negros e as negras da zona rural, em sua maioria expulsos de suas terras, foram viver na cidade, desaparecendo com isto, paulatinamente, o modo de vida próprio dos pretos velhos. Um número extremamente reduzido das comunidades segue lutando por sua continuidade em um mutável, ainda que nunca realmente favorável para as pessoas negras, ambiente político do país. Pode-se observa ainda a persistência dos mesmos problemas já existentes nas épocas dos pretos velhos, situando-se em primeira linha a falta de legalização do acesso às terras ocupadas pelas comunidades negras.Também, atualmente, a denominação dos pretos velhos chegou a ser traduzida nas categorias locais à dos remanescentes de quilombos. A identidade política à que foi transmitida a descendência étnica próprias dos negros do município de Codó dialoga aqui com seu legado histórico. Revaloriza os elementos identitários dos pretos velhos à luz de seu potencial como vetores para uma melhor inclusão social. Positiviza, de certo modo, o passado e, com isto, os saberes e os fazeres dos pretos velhos. Estes ganham uma nova leitura, atualizados de acordo com o discurso do movimento quilombola presente - movimento etnopolítico dos negros que lutam por seus direitos territoriais. À continuação, o debate reivindicativo contemporâneo das pessoas negras do município de Codó sobre seu acesso aos direitos como cidadãos atravessa a revisão das memórias sobre os pretos velhos.O presente ensaio surge de uma maneira paralela à recompilação dos dados de campo no período da pesquisa doutoral em antropología, culminando com a defesa da tese intitulada: “A cor da (in)visibilidade. As comunidades negras do Brasil e as políticas de reconhecimento”. Desenvolvido e apresentado na Universidade de Barcelona, Espanha, o estudo discute o caráter das novas políticas para as comunidades remanescentes de quilombos e seu reflexo nas realidades locais do município de Codó. Debate-se a seletividade na hora da admissão dos grupos nas políticas para remanescente de quilombos e sua natureza bastante exclusiva. Observa-se, ao mesmo tempo, as continuidades e as descontinuidades na construção identitária dos atuais quilombolas do município de Codó. Neste sentido, a categoria dos pretos velhos surge como uma noção imprescindível para poder manejar os discursos locais sobre a negritude, tão importante para entender o presente político e social da região.sinopsis:Pretos velhos- negros viejos- es una categoría nativa, con la que se denomina a la gente negra de las épocas pasadas en el municipio de Codó, Estado de Marnhao, Brasil. La noción de los pretos velhos funciona asímismo como una descripción étnica, como el sello del modo de vida tradicional, en gran medida autosuficiente y basado en un buen entendimiento del medio natural. Pero no solamente las formas de subsistencia, sino que también la filosofía de vida y la lógica que la guíaba eran los atributos de los pretos velhos. Se entrelazaba aquí la creencia sobre la importancia para las personas humanas de la fuerza y de los encantados (seres o entes invisibles de la floresta ), con los saberes sobre la naturaleza. La vida de los individuos y de las comunidades era construída en función del poder de negociación con estas entidades “sobrenaturales”, estableciéndose relaciones de parentesco entre éstos y los pretos velhos.Igualmente, la noción de los pretos velhos funciona hoy en día como un marco temporal simbólico, pues hace referencia al pasado y a la ruptura. Los conflictos agrarios que se dieron en el municipio de Codó a partir de los años 70 del siglo XX, acabaron prácticamente con las comunidades negras tradicionales en la región. La selva que cubría antes todo el municipio se ha convertido en un gigantesco espacio de explotación pecuaria. Los negros y las negras de la zona rural-en su mayoría expulsados de sus tierras- se fueron a vivir en la ciudad, desapareciendo así paulatinamente el modo de vida propio de los pretos velhos. Un número extremadamente reducido de las comunidades sigue luchando por su continuidad en un cambiante, aunque nunca realmente favorable para la gente negra, ambiente político del país. Se puede observar todavía la persistencia de los mismos problemas ya existentes en las épocas de los pretos velhos, situándose en primera línea la falta de legalización del acceso a las tierras ocupadas por las comunidades negrasActualmente la denominanción pretos velhos ha llegado a ser traducida- en las categorías locales- a la de los remanentes de quilombos. La identidad política a la que ha sido trasmitida la descendencia étnica propia de los negros del municipio de Codó dialoga aquí con su legado histórico. Revaloriza los elementos identitarios de los pretos velhos a la luz de su potencial como vectores para una mejor inclusión social. Positiviza, en cierto modo, el pasado y con esto los saberes y los haceres de los pretos velhos. Éstos ganan una nueva lectura, actualizados de acuerdo con el discurso del movimiento quilombola presente- movimiento etnopolítico de los negros que luchan por sus derechos territoriales. A continuación, el debate reivindicativo contemporáneo de la gente negra del municipio de Codó sobre su acceso a los derechos como ciudadanos atraviesa la revisión de las memorias sobre los pretos velhos.El presente ensayo surge de una manera paralela a la recopilación de los datos de campo en el periodo de la investigación doctoral en la antropología, culminado con la tesis titulada: “El color de la (in)visibilidad. Las comunidades negras de Brasil y las políticas de reconocimiento.” El estudio debate la selectividad a la hora de la admisión de los grupos en las políticas para los remanentes de quilombos y su naturaleza bastante exclusiva. Se observa, al mismo tiempo, las continuidades y las discontinuidades en la construcción identitaria de los actuales quilombolas del municipio de Codó. En éste sentido, la categoría de los pretos velhos surge como una noción imprescindible para poder manejar los discursos locales sobre la negritud, tan importante para entender el presente político y social de la región.Palabras-chave:populações vulneráveis; enfermagem; saúde coletiva; comunidadePalabras Clavevulnerable populations; nursing; collective health; communityFicha técnica:Autora:Anna KurowickaFotografias: Anna KurowickaDireção, Edição de Imagem e Texto: Anna KurowickaFicha técnica:Autora:Anna KurowickaFotografía:Anna KurowickaDirección:Anna Kurowicka","PeriodicalId":282576,"journal":{"name":"AntHropológicas Visual","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-10-25","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"OS PRETOS VELHOS DE CODÓ. 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A vida dos indivíduos e das comunidades eram construídas em função do poder de negociação com estas entidades “sobrenaturais”, estabelecendo-se relações de parentesco entre eles e os pretos velhos.Da mesma forma, a noção dos pretos velhos funciona, hoje em dia, como um marco temporal simbólico, pois faz referência ao passado e à ruptura. Os conflitos agrários, que se deram no município de Codó a partir dos anos 70 do século XX, acabaram praticamente com as comunidades negras tradicionais na região. A selva, que cobria antes todo o município, converteu-se em um gigantesco espaço de exploração pecuária. Os negros e as negras da zona rural, em sua maioria expulsos de suas terras, foram viver na cidade, desaparecendo com isto, paulatinamente, o modo de vida próprio dos pretos velhos. Um número extremamente reduzido das comunidades segue lutando por sua continuidade em um mutável, ainda que nunca realmente favorável para as pessoas negras, ambiente político do país. Pode-se observa ainda a persistência dos mesmos problemas já existentes nas épocas dos pretos velhos, situando-se em primeira linha a falta de legalização do acesso às terras ocupadas pelas comunidades negras.Também, atualmente, a denominação dos pretos velhos chegou a ser traduzida nas categorias locais à dos remanescentes de quilombos. A identidade política à que foi transmitida a descendência étnica próprias dos negros do município de Codó dialoga aqui com seu legado histórico. Revaloriza os elementos identitários dos pretos velhos à luz de seu potencial como vetores para uma melhor inclusão social. Positiviza, de certo modo, o passado e, com isto, os saberes e os fazeres dos pretos velhos. Estes ganham uma nova leitura, atualizados de acordo com o discurso do movimento quilombola presente - movimento etnopolítico dos negros que lutam por seus direitos territoriais. À continuação, o debate reivindicativo contemporâneo das pessoas negras do município de Codó sobre seu acesso aos direitos como cidadãos atravessa a revisão das memórias sobre os pretos velhos.O presente ensaio surge de uma maneira paralela à recompilação dos dados de campo no período da pesquisa doutoral em antropología, culminando com a defesa da tese intitulada: “A cor da (in)visibilidade. As comunidades negras do Brasil e as políticas de reconhecimento”. Desenvolvido e apresentado na Universidade de Barcelona, Espanha, o estudo discute o caráter das novas políticas para as comunidades remanescentes de quilombos e seu reflexo nas realidades locais do município de Codó. Debate-se a seletividade na hora da admissão dos grupos nas políticas para remanescente de quilombos e sua natureza bastante exclusiva. Observa-se, ao mesmo tempo, as continuidades e as descontinuidades na construção identitária dos atuais quilombolas do município de Codó. Neste sentido, a categoria dos pretos velhos surge como uma noção imprescindível para poder manejar os discursos locais sobre a negritude, tão importante para entender o presente político e social da região.sinopsis:Pretos velhos- negros viejos- es una categoría nativa, con la que se denomina a la gente negra de las épocas pasadas en el municipio de Codó, Estado de Marnhao, Brasil. La noción de los pretos velhos funciona asímismo como una descripción étnica, como el sello del modo de vida tradicional, en gran medida autosuficiente y basado en un buen entendimiento del medio natural. Pero no solamente las formas de subsistencia, sino que también la filosofía de vida y la lógica que la guíaba eran los atributos de los pretos velhos. Se entrelazaba aquí la creencia sobre la importancia para las personas humanas de la fuerza y de los encantados (seres o entes invisibles de la floresta ), con los saberes sobre la naturaleza. La vida de los individuos y de las comunidades era construída en función del poder de negociación con estas entidades “sobrenaturales”, estableciéndose relaciones de parentesco entre éstos y los pretos velhos.Igualmente, la noción de los pretos velhos funciona hoy en día como un marco temporal simbólico, pues hace referencia al pasado y a la ruptura. Los conflictos agrarios que se dieron en el municipio de Codó a partir de los años 70 del siglo XX, acabaron prácticamente con las comunidades negras tradicionales en la región. La selva que cubría antes todo el municipio se ha convertido en un gigantesco espacio de explotación pecuaria. Los negros y las negras de la zona rural-en su mayoría expulsados de sus tierras- se fueron a vivir en la ciudad, desapareciendo así paulatinamente el modo de vida propio de los pretos velhos. Un número extremadamente reducido de las comunidades sigue luchando por su continuidad en un cambiante, aunque nunca realmente favorable para la gente negra, ambiente político del país. Se puede observar todavía la persistencia de los mismos problemas ya existentes en las épocas de los pretos velhos, situándose en primera línea la falta de legalización del acceso a las tierras ocupadas por las comunidades negrasActualmente la denominanción pretos velhos ha llegado a ser traducida- en las categorías locales- a la de los remanentes de quilombos. La identidad política a la que ha sido trasmitida la descendencia étnica propia de los negros del municipio de Codó dialoga aquí con su legado histórico. Revaloriza los elementos identitarios de los pretos velhos a la luz de su potencial como vectores para una mejor inclusión social. Positiviza, en cierto modo, el pasado y con esto los saberes y los haceres de los pretos velhos. Éstos ganan una nueva lectura, actualizados de acuerdo con el discurso del movimiento quilombola presente- movimiento etnopolítico de los negros que luchan por sus derechos territoriales. A continuación, el debate reivindicativo contemporáneo de la gente negra del municipio de Codó sobre su acceso a los derechos como ciudadanos atraviesa la revisión de las memorias sobre los pretos velhos.El presente ensayo surge de una manera paralela a la recopilación de los datos de campo en el periodo de la investigación doctoral en la antropología, culminado con la tesis titulada: “El color de la (in)visibilidad. Las comunidades negras de Brasil y las políticas de reconocimiento.” El estudio debate la selectividad a la hora de la admisión de los grupos en las políticas para los remanentes de quilombos y su naturaleza bastante exclusiva. Se observa, al mismo tiempo, las continuidades y las discontinuidades en la construcción identitaria de los actuales quilombolas del municipio de Codó. 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摘要

简介:“老黑人”是巴西maranhao州codo市的一个土著类别,指的是过去时代的黑人。老黑人的概念也可以作为一种种族描述,作为传统生活方式的标志,在很大程度上自给自足,并基于对自然环境的良好理解。然而,不仅生活方式,而且生活哲学和指导它的逻辑都是老黑人的属性。在这里,人们相信力量和魔法(森林中无形的生物或实体)对人类的重要性,以及关于自然的知识。个人和社区的生活是建立在与这些“超自然”实体谈判的能力之上的,在他们和老黑人之间建立了亲属关系。同样地,老黑人的概念在今天作为一个象征性的时间框架发挥作用,因为它指的是过去和破裂。20世纪70年代发生在codo市的土地冲突实际上结束了该地区传统的黑人社区。曾经覆盖整个城市的丛林变成了一个巨大的养牛场。农村地区的黑人,大部分被赶出了自己的土地,搬到了城市,逐渐消失了老黑人的生活方式。在这个国家不断变化的政治环境中,很少有社区继续为自己的连续性而斗争,尽管从来没有真正有利于黑人的政治环境。我们还可以观察到,在老黑人时代已经存在的同样的问题仍然存在,首先是黑人社区所占领的土地缺乏合法化。此外,目前,“老黑人”的名字已经被翻译成当地的类别,“歌伦波”的残余。在这里,codo市黑人的种族后裔所传递的政治身份与他们的历史遗产进行了对话。它重新评估了老年黑人的身份元素,因为他们有潜力成为更好的社会包容的载体。在某种程度上,它使过去变得积极,从而使老黑人的知识和行为变得积极。根据“歌伦波拉运动”(quilombola movement)的话语——黑人为自己的领土权利而斗争的民族政治运动——对这些问题进行了新的解读。随后,codo市黑人关于他们作为公民获得权利的当代辩论通过对老年黑人记忆的回顾。这篇文章以一种平行的方式出现在人类学博士研究期间的实地数据的汇编中,最终为题为“可见性的颜色”的论文进行辩护。巴西的黑人社区和承认政治”。这项研究由西班牙巴塞罗那大学开发并提出,讨论了剩余“歌伦波”社区的新政策的特点及其在codo市当地现实中的反映。讨论了“歌伦波”剩余群体进入政治时的选择性及其相当排他的性质。与此同时,在codo市当前的“歌伦波拉”的身份建构中,可以观察到连续性和不连续性。从这个意义上说,“老黑人”这一范畴对于处理当地关于黑人的话语至关重要,这对理解该地区的政治和社会现状非常重要。简介:Pretos velhos(老黑人)是巴西Marnhao州codo市的一个土著类别,指过去的黑人。pretos velhos的概念也是一种种族描述,是传统生活方式的标志,在很大程度上自给自足,并基于对自然环境的良好理解。但是,不仅是生活方式,而且生活哲学和指导它的逻辑都是古老的普雷托斯的属性。在这里,关于力量和魔法(森林中的无形生物或实体)对人类重要性的信念与关于自然的知识交织在一起。个人和社区的生活是建立在与这些“超自然”实体谈判的能力之上的,在这些实体和古代pretos之间建立了亲属关系。同样,古代pretos的概念在今天作为一个象征性的时间框架发挥作用,因为它指的是过去和破裂。从20世纪70年代开始,codo市发生的土地冲突实际上结束了该地区传统的黑人社区。 曾经覆盖整个城市的丛林已经变成了一个巨大的养牛区。农村地区的黑人男女——大部分被赶出了自己的土地——搬到城市生活,从而逐渐消失了古老的黑人生活方式。在这个国家不断变化的、尽管从未真正有利于黑人的政治环境中,极少数社区仍在为生存而斗争。示仍然持续存在相同问题现有的时期pretos velhos,前线缺乏法制化进入被占领领土社区negrasActualmente denominanción pretos velhos翻译已成为当地的类别——那些残存下来逃亡。codo市的黑人后裔所传递的政治身份在这里与他们的历史遗产进行了对话。它重新评估了旧黑人的身份因素,因为他们有潜力成为更好的社会包容的载体。在某种程度上,它积极地看待过去,从而积极地看待旧黑人的知识和实践。这些作品获得了新的解读,并根据当前的“歌伦波拉运动”(quilombola movement)的话语进行了更新。“歌伦波拉运动”是黑人为自己的领土权利而斗争的民族政治运动。然后,codo市的黑人当代关于他们作为公民获得权利的辩论,通过对旧黑人记忆的回顾。这篇文章是在人类学博士研究期间收集实地数据的同时进行的,最终以题为“可见性的颜色”的论文结束。巴西的黑人社区和认可政策。”这项研究讨论了在接受“歌伦波”残余群体的政策时的选择性及其相当排他性的性质。在这篇文章中,我们分析了codo市的“歌伦波拉”身份建构的连续性和不连续性。从这个意义上说,pretos velhos的范畴成为处理当地关于黑人的话语的基本概念,这对理解该地区的政治和社会现状非常重要。Palabras-chave: populaçõvulneráveis;enfermagem;咨询;社区关键词弱势群体;护理;集体健康;社区简介:作者:Anna Kurowicka摄影:Anna Kurowicka摄影:Anna Kurowicka摄影:Anna Kurowicka摄影:Anna Kurowicka摄影:Anna Kurowicka
本文章由计算机程序翻译,如有差异,请以英文原文为准。
OS PRETOS VELHOS DE CODÓ. UMA NARRATIVA VISUAL.
Sinopse:Preto velho é uma categoria nativa, com a qual se denomina pessoas negras das épocas passadas no municipio de Codó, estado do Maranhão, Brasil. A noção dos pretos velhos funciona também como uma descrição étnica, como o selo do modo de vida tradicional, em grande medida autossuficiente e baseada em um bom entendimento do meio natural. Entretanto, não somente as formas de subsistência, mas também a filosofia de vida e a lógica que a guiava eram os atributos dos pretos velhos. Se entrelaçavam aqui a crença sobre a importância para as pessoas humanas da força e dos encantados (seres ou entes invisíveis da floresta), com os saberes sobre a natureza. A vida dos indivíduos e das comunidades eram construídas em função do poder de negociação com estas entidades “sobrenaturais”, estabelecendo-se relações de parentesco entre eles e os pretos velhos.Da mesma forma, a noção dos pretos velhos funciona, hoje em dia, como um marco temporal simbólico, pois faz referência ao passado e à ruptura. Os conflitos agrários, que se deram no município de Codó a partir dos anos 70 do século XX, acabaram praticamente com as comunidades negras tradicionais na região. A selva, que cobria antes todo o município, converteu-se em um gigantesco espaço de exploração pecuária. Os negros e as negras da zona rural, em sua maioria expulsos de suas terras, foram viver na cidade, desaparecendo com isto, paulatinamente, o modo de vida próprio dos pretos velhos. Um número extremamente reduzido das comunidades segue lutando por sua continuidade em um mutável, ainda que nunca realmente favorável para as pessoas negras, ambiente político do país. Pode-se observa ainda a persistência dos mesmos problemas já existentes nas épocas dos pretos velhos, situando-se em primeira linha a falta de legalização do acesso às terras ocupadas pelas comunidades negras.Também, atualmente, a denominação dos pretos velhos chegou a ser traduzida nas categorias locais à dos remanescentes de quilombos. A identidade política à que foi transmitida a descendência étnica próprias dos negros do município de Codó dialoga aqui com seu legado histórico. Revaloriza os elementos identitários dos pretos velhos à luz de seu potencial como vetores para uma melhor inclusão social. Positiviza, de certo modo, o passado e, com isto, os saberes e os fazeres dos pretos velhos. Estes ganham uma nova leitura, atualizados de acordo com o discurso do movimento quilombola presente - movimento etnopolítico dos negros que lutam por seus direitos territoriais. À continuação, o debate reivindicativo contemporâneo das pessoas negras do município de Codó sobre seu acesso aos direitos como cidadãos atravessa a revisão das memórias sobre os pretos velhos.O presente ensaio surge de uma maneira paralela à recompilação dos dados de campo no período da pesquisa doutoral em antropología, culminando com a defesa da tese intitulada: “A cor da (in)visibilidade. As comunidades negras do Brasil e as políticas de reconhecimento”. Desenvolvido e apresentado na Universidade de Barcelona, Espanha, o estudo discute o caráter das novas políticas para as comunidades remanescentes de quilombos e seu reflexo nas realidades locais do município de Codó. Debate-se a seletividade na hora da admissão dos grupos nas políticas para remanescente de quilombos e sua natureza bastante exclusiva. Observa-se, ao mesmo tempo, as continuidades e as descontinuidades na construção identitária dos atuais quilombolas do município de Codó. Neste sentido, a categoria dos pretos velhos surge como uma noção imprescindível para poder manejar os discursos locais sobre a negritude, tão importante para entender o presente político e social da região.sinopsis:Pretos velhos- negros viejos- es una categoría nativa, con la que se denomina a la gente negra de las épocas pasadas en el municipio de Codó, Estado de Marnhao, Brasil. La noción de los pretos velhos funciona asímismo como una descripción étnica, como el sello del modo de vida tradicional, en gran medida autosuficiente y basado en un buen entendimiento del medio natural. Pero no solamente las formas de subsistencia, sino que también la filosofía de vida y la lógica que la guíaba eran los atributos de los pretos velhos. Se entrelazaba aquí la creencia sobre la importancia para las personas humanas de la fuerza y de los encantados (seres o entes invisibles de la floresta ), con los saberes sobre la naturaleza. La vida de los individuos y de las comunidades era construída en función del poder de negociación con estas entidades “sobrenaturales”, estableciéndose relaciones de parentesco entre éstos y los pretos velhos.Igualmente, la noción de los pretos velhos funciona hoy en día como un marco temporal simbólico, pues hace referencia al pasado y a la ruptura. Los conflictos agrarios que se dieron en el municipio de Codó a partir de los años 70 del siglo XX, acabaron prácticamente con las comunidades negras tradicionales en la región. La selva que cubría antes todo el municipio se ha convertido en un gigantesco espacio de explotación pecuaria. Los negros y las negras de la zona rural-en su mayoría expulsados de sus tierras- se fueron a vivir en la ciudad, desapareciendo así paulatinamente el modo de vida propio de los pretos velhos. Un número extremadamente reducido de las comunidades sigue luchando por su continuidad en un cambiante, aunque nunca realmente favorable para la gente negra, ambiente político del país. Se puede observar todavía la persistencia de los mismos problemas ya existentes en las épocas de los pretos velhos, situándose en primera línea la falta de legalización del acceso a las tierras ocupadas por las comunidades negrasActualmente la denominanción pretos velhos ha llegado a ser traducida- en las categorías locales- a la de los remanentes de quilombos. La identidad política a la que ha sido trasmitida la descendencia étnica propia de los negros del municipio de Codó dialoga aquí con su legado histórico. Revaloriza los elementos identitarios de los pretos velhos a la luz de su potencial como vectores para una mejor inclusión social. Positiviza, en cierto modo, el pasado y con esto los saberes y los haceres de los pretos velhos. Éstos ganan una nueva lectura, actualizados de acuerdo con el discurso del movimiento quilombola presente- movimiento etnopolítico de los negros que luchan por sus derechos territoriales. A continuación, el debate reivindicativo contemporáneo de la gente negra del municipio de Codó sobre su acceso a los derechos como ciudadanos atraviesa la revisión de las memorias sobre los pretos velhos.El presente ensayo surge de una manera paralela a la recopilación de los datos de campo en el periodo de la investigación doctoral en la antropología, culminado con la tesis titulada: “El color de la (in)visibilidad. Las comunidades negras de Brasil y las políticas de reconocimiento.” El estudio debate la selectividad a la hora de la admisión de los grupos en las políticas para los remanentes de quilombos y su naturaleza bastante exclusiva. Se observa, al mismo tiempo, las continuidades y las discontinuidades en la construcción identitaria de los actuales quilombolas del municipio de Codó. En éste sentido, la categoría de los pretos velhos surge como una noción imprescindible para poder manejar los discursos locales sobre la negritud, tan importante para entender el presente político y social de la región.Palabras-chave:populações vulneráveis; enfermagem; saúde coletiva; comunidadePalabras Clavevulnerable populations; nursing; collective health; communityFicha técnica:Autora:Anna KurowickaFotografias: Anna KurowickaDireção, Edição de Imagem e Texto: Anna KurowickaFicha técnica:Autora:Anna KurowickaFotografía:Anna KurowickaDirección:Anna Kurowicka
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