Priscila de Melo, Nathália Körössy, Rute Gabriela dos Santos Paes, Evenly Maria dos Santos
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Este artigo se debruça sobre as duas principais film commissions brasileiras – São Paulo Film Commission e Rio Film Commission – com o objetivo de analisar sua atuação na captação de produções audiovisuais e no desenvolvimento do turismo cinematográfico em cooperação com as OGD locais. Por último, faz uma reflexão sobre o modelo organizacional das film commissions a partir das contribuições teóricas de Costa (2008). Como procedimentos metodológicos, realizou pesquisas bibliográfica e documental, além de entrevistas online com gestores das duas film commissions. Aos dados coletados, foi conferida uma abordagem qualitativa por meio da análise categorial de conteúdo. Como principal achado, a partir da análise da atuação das film commissions e das relações endógenas e exógenas por elas cultivadas, concluiu-se que a Rio Film Commission apresenta um modelo organizacional do tipo integrado fechado e a SPFilm alcança o modelo ideal descrito na literatura – integrado aberto. A pesquisa empírica revelou, ainda, que as film commissions não aproveitam o potencial da atuação colaborativa com as OGD, o que corrobora com Hudson (2011) quando afirma que as film commissions tendem a ignorar o turismo cinematográfico, atuando apenas numa perspectiva mais focada de atração de produções audiovisuais, missão principal desse tipo de entidade. 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Atração de produções audiovisuais e desenvolvimento do turismo cinematográfico: uma análise da Rio Film Commission e da São Paulo Film Commission
A atração de produções audiovisuais para uma localidade é uma forma de divulgar turisticamente o destino e de atrair visitantes por meio da promoção do turismo cinematográfico. Estudos prévios apontam para a necessidade de se criar relações de sinergia entre as OGD e atores públicos e privados dos setores turístico e audiovisual para gerar oportunidades em curto, médio e longo prazo (Polianskaia, Rãdut, & Stanciulescu, 2016). A atuação de um ator institucional em particular torna-se essencial para somar aos esforços da OGD no desenvolvimento do turismo cinematográfico: a film commission. Este artigo se debruça sobre as duas principais film commissions brasileiras – São Paulo Film Commission e Rio Film Commission – com o objetivo de analisar sua atuação na captação de produções audiovisuais e no desenvolvimento do turismo cinematográfico em cooperação com as OGD locais. Por último, faz uma reflexão sobre o modelo organizacional das film commissions a partir das contribuições teóricas de Costa (2008). Como procedimentos metodológicos, realizou pesquisas bibliográfica e documental, além de entrevistas online com gestores das duas film commissions. Aos dados coletados, foi conferida uma abordagem qualitativa por meio da análise categorial de conteúdo. Como principal achado, a partir da análise da atuação das film commissions e das relações endógenas e exógenas por elas cultivadas, concluiu-se que a Rio Film Commission apresenta um modelo organizacional do tipo integrado fechado e a SPFilm alcança o modelo ideal descrito na literatura – integrado aberto. A pesquisa empírica revelou, ainda, que as film commissions não aproveitam o potencial da atuação colaborativa com as OGD, o que corrobora com Hudson (2011) quando afirma que as film commissions tendem a ignorar o turismo cinematográfico, atuando apenas numa perspectiva mais focada de atração de produções audiovisuais, missão principal desse tipo de entidade. Por fim, esta pesquisa concluiu que o turismo cinematográfico depende de um conjunto de estratégias e ações para que esta atividade aconteça não apenas a curto prazo, mas também a médio e longo prazo; além de depender da cooperação com outros atores, sendo um deles as film commissions.