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Esse artigo tem o objetivo de compartilhar elementos discursivos para a estruturação de estratégias de combate ao racismo e, com isso, busca colaborar com o esforço de descentramento das perspectivas teóricas no ensino e na criação em dança no contexto universitário. Deste modo, partimos da premissa de que as universidades são espaços reprodutores de conhecimentos racistas e promotores de violências epistêmicas e culturais para tratarmos a possibilidade de uma experiência formativa contra-hegemônica em dança. Acreditamos que a estrutura social racista no Brasil fundamenta exclusões e privilégios no contexto do ensino de dança, sobretudo, àquele desenvolvido no ambiente universitário, por meio de conteúdos historiográficos hegemônicos, através de referencialidades que se pretendem universais, a partir de abordagens que fomentam a folclorização da presença negra nas artes. Nossa intenção, portanto, consiste em elaborar uma crítica ao que tem sido legitimado como padrão de ensino da dança e, para tanto, apresentamos a ideia da afrocentricidade como um paradigma descentralizador, capaz de desestabilizar as normas hegemônicas e redefinir novas prioridades nas práticas de ensino e criação em dança a partir de rupturas com projetos de reprodução e exploração colonial.