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Nas cartas o discurso dos candidatos apresenta sua luta contra os infiéis, a proteção dos interesses católicos, um discurso cristão que privilegia a proteção dos frágeis e desprotegidos do Reino e uma forte posição e disposição para proteger os interesses da Coroa portuguesa no ultramar, essas características denunciam uma forte formação católica/cristã dos homens dispostos a assumirem esse cargo público nas colônias americanas. Essa documentação também nos informa que para chegar ao cargo de Capitão-mor, a formação devia ser bem pragmática, dentro dos preceitos sociais da época. A presente pesquisa teve como foco investigar a formação educacional/militar dos portugueses interessados em ingressarem nos postos administrativos, como por exemplo o cargo de Capitão-mor na Capitania do Rio Grande. Buscamos entender as relações entre a formação cavaleiresca medieval e a posta em prática na formação dos capitães-mores que assumiram esse posto militar/governamental na América portuguesa. Considerando que os candidatos redigiam textos como uma espécie de currículo, esses destacavam seus feitos militares e heroicos, tanto na Europa, África e América. A metodologia empregada foi a pesquisa documental em fontes primárias (Projeto Resgate Barão Rio Branco) e uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, tentando assim, esclarecer as varia perguntas lançadas sobre esse tema. 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As cartas de provisão para o cargo de capitão-mor na capitania do Rio Grande: uma incursão comparativa entre a educação moderna de meados do século XVII e a educação cavaleiresca da Idade Média em Portugal e nas colônias americanas
Este trabalho tem como objeto de estudo as cartas de provisão para o cargo de capitão-mor da Capitania do Rio Grande no século XVII. Buscamos refletir sobre a formação do Capitão-mor que se evidenciou nessas cartas. Observamos na leitura desses manuscritos oficiais que o pretendente ao cargo de Capitão-mor apresentava um perfil que privilegiava sua experiência prática em guerras, no serviço à igreja e na travessia dos mares. Esse perfil indica traços da formação cavaleiresca europeia medieval predominante nos séculos XII e XIII. Essa educação cavaleiresca foi comum durante a Idade Média. Nas cartas o discurso dos candidatos apresenta sua luta contra os infiéis, a proteção dos interesses católicos, um discurso cristão que privilegia a proteção dos frágeis e desprotegidos do Reino e uma forte posição e disposição para proteger os interesses da Coroa portuguesa no ultramar, essas características denunciam uma forte formação católica/cristã dos homens dispostos a assumirem esse cargo público nas colônias americanas. Essa documentação também nos informa que para chegar ao cargo de Capitão-mor, a formação devia ser bem pragmática, dentro dos preceitos sociais da época. A presente pesquisa teve como foco investigar a formação educacional/militar dos portugueses interessados em ingressarem nos postos administrativos, como por exemplo o cargo de Capitão-mor na Capitania do Rio Grande. Buscamos entender as relações entre a formação cavaleiresca medieval e a posta em prática na formação dos capitães-mores que assumiram esse posto militar/governamental na América portuguesa. Considerando que os candidatos redigiam textos como uma espécie de currículo, esses destacavam seus feitos militares e heroicos, tanto na Europa, África e América. A metodologia empregada foi a pesquisa documental em fontes primárias (Projeto Resgate Barão Rio Branco) e uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, tentando assim, esclarecer as varia perguntas lançadas sobre esse tema. Ao final, o leitor encontrará um álbum com retratos dos capitães-mores que governaram no Estado do Brasil, como também, cenas de batalhas onde aparecem como protagonistas alguns cavaleiros em ação no período medieval.