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Abstract
Este texto reflete acerca da produção de conhecimento de intelectuais afrodiaspóricas na América Latina e Caribe. Para essa discussão, reúne três vozes contemporâneas: Conceição Evaristo, Mayra Santos-Febres e Yolanda Arroyo Pizarro. Nesse sentido, a par de suas especificidades, o trabalho destaca como essas pensadoras realizam um movimento de resistência/insurgência epistêmica aos modos de pensar/agir instituídos pelos cânones literário e historiográfico. Ao mesmo tempo, ressalta como a criatividade epistemológica de mulheres e escritoras negras brasileiras e porto-riquenhas opera a constituição de novos saberes, motivando outras maneiras de narrar o passado colonial. De tal modo, nessa criação, elas confrontam a colonialidade de poder, do saber e do ser (QUIJANO, 2000; MALDONADO-TORRES, 2016).