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Abstract
A madeireira Lumber Company manteve suas atividades na região do Contestado entre 1911 e 1940, tendo contribuído para a deflagração da Guerra do Contestado (1912-1916). Além da resistência imposta pelos rebeldes, a multinacional também enfrentou a insatisfação de seus trabalhadores. O objetivo deste artigo consiste em analisar as moradias ocupadas pelos trabalhadores da Lumber e a maneira como se apropriaram do “aparato institucional” da companhia. Para este fim, a pesquisa fundamentou-se no aporte teórico-metodológico da história social inglesa e promoveu revisão da literatura, pautando-se em variado conjunto de fontes: periódicos, fotos, documentos e um filme-propaganda da empresa. Conclui-se que a Lumber intentou controlar sua mão de obra, mas os “de baixo” resistiram e sua luta permaneceu vigente, reinventada de modo dinâmico e ininterrupto.