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Abstract
O artigo assinala a trajetória temporal e espacial das traduções dos romances São Bernardo (1934) e Vidas secas (1938), além da narrativa de memória Infância (1945), para diferentes línguas publicadas entre as décadas de 1950 e 1990, detendo-se em seguida, especificamente, nas traduções de ‘Vidas secas’ que incluem glossário, isto é, naquelas publicadas em alemão, dinamarquês, espanhol argentino e cubano, flamengo, francês, holandês e italiano, no sentido de identificar os itens culturais específicos do sertão alagoano comuns às três obras do escritor Graciliano Ramos, buscando sinalizar a preferência ou não dos tradutores pelo estranhamento linguístico ao longo do texto traduzido. O artigo comenta, ainda, sobre a tarefa de diferentes tradutores e editoras estrangeiras com relação à tradução e publicação de obras do escritor alagoano, em particular, e da literatura brasileira de maneira geral.Palavras-chave: Graciliano Ramos, Tradução, cultura