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Abstract
Nao e incomum ouvir-se nos espacos publicos ou privadosmanifestacoes preconceituosas contra as beneficiarias doPrograma Bolsa Familia. Sao comentarios pejorativos quenomeiam essas mulheres como: “vagabundas” que agora naoquerem exercer o trabalho rural ou domestico porque possuemo Bolsa Familia; mulheres que so querem “fazer menino” (engravidar) e assim continuar vivendo “as custas do governo”. Diante destas e outras questoes como nao pensar buscar desvelar arealidade vivida por essas mulheres? Como nao questionar asrupturas e continuidades nas suas condicoes de vida para alemda maternidade como parâmetro? Sera a condicao de ‘pobre”suficiente para informar-nos sobre a dinâmica social que as envolve?Instigadas por essas questoes e pela problematizacao teorica entre genero,raca/cor e classe social a autora juntamente com jovens pesquisadoras elaboraram e executaram o projeto de pesquisa “E agora falamos nos: mulheres beneficiarias do Bolsa Familia em Redencao/CE”, o qual foi aprovado na CHAMADA No 24/2013 MCTI-CNPq/MDS-SAGI. Assim, emerge o presente artigo como resultado do projeto em foco, que tem como objetivo evidenciar a fala dessas mulheres em relacao ao preconceito, pobreza, bem como suas percepcoes acerca do Programa Bolsa Familia. O projeto de cunho qualitativo realizou entrevistas semiestruturadas com setenta mulheres nordestinas no municipio cearense de Redencao.