Kleber Fernando Pereira, Wesley Gabriel Novaes Botelho, Luiz Gustavo Pagliarin, Alcântara Cesar Ramos
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Abstract
Objetivo: Contextualizar a cefaleia cervicogênica descrevendo sua etiologia, fisiopatologia, quadro clínico, critérios diagnósticos e tratamentos, para nortear a sociedade médica diante da patologia que está em crescente aumento de sua incidência. Métodos: O presente estudo realizou buscas nas bases de dados PubMed, Nature, Scielo e Wiley, utilizando os descritores cefaleia cervicogênica, e foram analisados trabalhos publicados entre os anos de 1980 e 2022, em todos os idiomas, além das respectivas traduções em inglês. Como fator de inclusão foi considerado: “trabalhos publicados dentro do escopo do estudo dentro do intervalo de tempo citado e relacionados a cefaleia cervicogênica e como fator de exclusão foi considerado: “trabalhos não relacionados ao tema de estudo e com relatos já ultrapassados de acordo com a literatura atual”. Resultados: Foram encontrados 1.319 artigos, após leitura e análise dos artigos foram selecionados 27 artigos, e de acordo com a relevância no assunto fazem parte do escopo do trabalho. Em relação a cefaleia cervicogênica é possível classifica-la como uma cefaleia secundária, atribuída a transtornos cervicais, com sintomatologia heterogênea, geralmente apresentando-se como uma cefaleia unilateral, não latenjante e não excruciante, podendo ser desencadeada por pontos gatilhos em região cervical podendo ainda se apresentar com pródomos autonômicos. Sua etiologia e fisiopatologia tem ligação direta com transtornos cervicais e irritação das fibras aferentes de C1-C2-C3, além da convergência para o núcleo trigêmeo-cervical aumentando a variabilidade de sintomas. Seu diagnóstico é baseado em critérios diagnósticos e existem uma grande variedade de tratamentos com eficácia limitada. Conclusão: A cefaleia cervicogênica pode se apresentar de formas heterogêneas dificultado seu diagnóstico e sendo subdiagnosticada e tratada erroneamente em até 50% dos casos, seu aumento em decorrência da pandemia alerta para a melhoria no diagnóstico e tratamento da cefaleia cervicogênica e os distúrbios osteomusculares associados.