{"title":"“A vida pode surgir somente do cadáver em decomposição do colono”? Uma leitura possível para a narrativa Nós matamos o cão-tinhoso","authors":"Vércio Gonçalves Conceição","doi":"10.3895/RL.V23N42.11587","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este artigo trata-se de uma das leituras possíveis para a narrativa que dánome à obra de Luís Bernardo Honwana, “Nós matamos o cão-tinhoso”. A história se passa na Moçambique colonial e apresenta uma situação conflituosa e cheia de complexidades: a tarefa de matar um cão, que algumas pessoas da sociedade julgam como “podre” e “velho”, mas, no entanto, delegam a tarefa para um grupo de crianças. Trabalhamos com algumas: Por que o cão precisa morrer? Por que são as crianças que precisam executar essa tarefa? Considerando o contexto colonial, que leitura pode ser feita da imagem do cão? Aqui consideramos que há uma narrativa construída cheia de ambiguidades e, por isso, evocamos o estudo de Walter Benjamin (1984) que trata sobre a “alegoria”. Além de outros autores, tais como Mark Sabine (2010), Fabio Salem Daie (2014), José Luís Cabaço (2009) e Boaventura de Sousa Santos (2003).","PeriodicalId":40243,"journal":{"name":"Revista de Letras","volume":"68 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.1000,"publicationDate":"2021-10-09","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista de Letras","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.3895/RL.V23N42.11587","RegionNum":4,"RegionCategory":"文学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"0","JCRName":"LITERARY THEORY & CRITICISM","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Este artigo trata-se de uma das leituras possíveis para a narrativa que dánome à obra de Luís Bernardo Honwana, “Nós matamos o cão-tinhoso”. A história se passa na Moçambique colonial e apresenta uma situação conflituosa e cheia de complexidades: a tarefa de matar um cão, que algumas pessoas da sociedade julgam como “podre” e “velho”, mas, no entanto, delegam a tarefa para um grupo de crianças. Trabalhamos com algumas: Por que o cão precisa morrer? Por que são as crianças que precisam executar essa tarefa? Considerando o contexto colonial, que leitura pode ser feita da imagem do cão? Aqui consideramos que há uma narrativa construída cheia de ambiguidades e, por isso, evocamos o estudo de Walter Benjamin (1984) que trata sobre a “alegoria”. Além de outros autores, tais como Mark Sabine (2010), Fabio Salem Daie (2014), José Luís Cabaço (2009) e Boaventura de Sousa Santos (2003).
这篇文章是我们对luis Bernardo Honwana的作品“nos matamos o cao -tinhoso”的可能解读之一。故事发生在殖民时期的莫桑比克,呈现出一种冲突和复杂的情况:杀死一只狗的任务,社会上一些人认为这是“腐烂的”和“老的”,但却把任务委托给了一群孩子。我们研究了一些:为什么狗需要死?为什么需要做这个任务的是孩子?考虑到殖民背景,对狗的形象有什么解读?在这里,我们认为有一个充满歧义的建构叙事,因此,我们唤起了沃尔特·本杰明(1984)关于“寓言”的研究。除了其他作者,如Mark Sabine (2010), Fabio Salem Daie (2014), jose luis cabaco(2009)和Boaventura de Sousa Santos(2003)。