{"title":"VIVÊNCIAS DE PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO EM PROFESSORES DE KARATE","authors":"J. Camilo, Katia Rubio","doi":"10.35699/2238-037x.2021.20392","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este estudo investiga as vivências de prazer e sofrimento com o trabalho de professores de Karate em uma cidade metropolitana do estado de São Paulo. Para isso, como aporte epistemológico, empregamos a psicodinâmica do trabalho. Foram feitas sete entrevistas individuais com os professores, no ano de 2019. Os resultados indicaram a invisibilidade do trabalho desses educadores, laços extremamente frágeis contratuais, condições precárias estruturais para que as aulas fossem ministradas, alta demanda dos alunos quanto as competências dos professores e alta expectativa dos alunos e seus cuidadores quanto aos princípios disseminados nas aulas. Ressalta-se as estratégias defensivas que, por respeito a hierarquia e disciplina do Karate, além do receio de perder os postos de trabalho (equivalente ao desemprego), submetem-se as organizações com o mínimo de questionamento, aceitando condições precárias laborais. As vivências de prazer são maximizadas, ao se atuar com alunos de projetos sociais, assim como pela possibilidade de auxiliá-los com outros referenciais para além dos problemas sociais por eles vivenciados.","PeriodicalId":34212,"journal":{"name":"Trabalho Educacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Trabalho Educacao","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.35699/2238-037x.2021.20392","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Este estudo investiga as vivências de prazer e sofrimento com o trabalho de professores de Karate em uma cidade metropolitana do estado de São Paulo. Para isso, como aporte epistemológico, empregamos a psicodinâmica do trabalho. Foram feitas sete entrevistas individuais com os professores, no ano de 2019. Os resultados indicaram a invisibilidade do trabalho desses educadores, laços extremamente frágeis contratuais, condições precárias estruturais para que as aulas fossem ministradas, alta demanda dos alunos quanto as competências dos professores e alta expectativa dos alunos e seus cuidadores quanto aos princípios disseminados nas aulas. Ressalta-se as estratégias defensivas que, por respeito a hierarquia e disciplina do Karate, além do receio de perder os postos de trabalho (equivalente ao desemprego), submetem-se as organizações com o mínimo de questionamento, aceitando condições precárias laborais. As vivências de prazer são maximizadas, ao se atuar com alunos de projetos sociais, assim como pela possibilidade de auxiliá-los com outros referenciais para além dos problemas sociais por eles vivenciados.