{"title":"DO ATIVISMO SOCIAL A REVITALIZAÇÃO DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO POLO NAVAL E OFFSHORE DE RIO GRANDE/RS","authors":"Ana Paula Ferreira D'Avila","doi":"10.35699/2238-037x.2021.29524","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O objetivo deste artigo consiste em reconstituir o processo de revitalização sindical, ocorrido entre 2012 e 2017, devido à ampliação intensa e veloz da categoria de metalúrgicos no Polo Naval e Offshore de Rio Grande. O referido processo foi marcado por intensas lutas entre os trabalhadores e o sindicato, devido à existência anterior de um ativismo social por parte dos trabalhadores. A metodologia utilizada consistiu na realização de entrevistas com dirigentes sindicais, trabalhadores, a consulta ao material disponibilizado pelo sindicato e revisão bibliográfica atinente ao recorte proposto. Através da abordagem teórica da construção de classe enquanto um “fazer-se” na experiência compartilhada, seguimos os principais momentos da revitalização sindical e os conflitos com a sua base, que obliteravam, em parte a sua representação legítima em torno do sindicato institucionalizado. Depreendemos que a consciência de classe, nos termos aqui tratados, conciliou-se com o sindicalismo de movimento já no começo da crise do Polo, mesmo assim esse momento foi importante para a legitimação de pautas em torno do desemprego. Contudo, diante do desmonte da indústria naval, o sindicato viu sua base erodir e, a partir de então, tem atuado com empresas de pequeno porte, as quais garantem um patamar mínimo de experiência adquirida de organização sindical para futuros ou prováveis empreendimentos no município. \n ","PeriodicalId":34212,"journal":{"name":"Trabalho Educacao","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Trabalho Educacao","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.35699/2238-037x.2021.29524","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
O objetivo deste artigo consiste em reconstituir o processo de revitalização sindical, ocorrido entre 2012 e 2017, devido à ampliação intensa e veloz da categoria de metalúrgicos no Polo Naval e Offshore de Rio Grande. O referido processo foi marcado por intensas lutas entre os trabalhadores e o sindicato, devido à existência anterior de um ativismo social por parte dos trabalhadores. A metodologia utilizada consistiu na realização de entrevistas com dirigentes sindicais, trabalhadores, a consulta ao material disponibilizado pelo sindicato e revisão bibliográfica atinente ao recorte proposto. Através da abordagem teórica da construção de classe enquanto um “fazer-se” na experiência compartilhada, seguimos os principais momentos da revitalização sindical e os conflitos com a sua base, que obliteravam, em parte a sua representação legítima em torno do sindicato institucionalizado. Depreendemos que a consciência de classe, nos termos aqui tratados, conciliou-se com o sindicalismo de movimento já no começo da crise do Polo, mesmo assim esse momento foi importante para a legitimação de pautas em torno do desemprego. Contudo, diante do desmonte da indústria naval, o sindicato viu sua base erodir e, a partir de então, tem atuado com empresas de pequeno porte, as quais garantem um patamar mínimo de experiência adquirida de organização sindical para futuros ou prováveis empreendimentos no município.