Bruna Machado Colombo da Silva, Camila Lima Nascimento, H. Nakamura
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Abstract
Introdução: A fonoaudiologia teve inserção na Saúde do trabalhador principalmente por práticas de cuidados relacionados a audição e voz. Para a oferta de um cuidado mais aderente às necessidades dos trabalhadores, é necessário que as práticas fonoaudiológicas se ampliem nesse campo, propondo ações de promoção em saúde e cuidados em distúrbios da comunicação relacionados ao trabalho, visando a atenção integral à saúde dos trabalhadores e, assim, desapegando-se das ações essencialmente assistenciais e reabilitadoras. Objetivo: O presente estudo se propõe a compreender a formação do Fonoaudiólogo em Saúde do Trabalhador. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, aplicou-se questionário eletrônico aos Fonoaudiólogos que atuam em Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CERESTs) buscando descrever o perfil desses profissionais, sua relação com o trabalho e as práticas realizadas. Resultados: Foram alcançados 33 fonoaudiólogos que atuam em Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CERESTs) do país em 14 estados brasileiros. O estudo verificou um grupo de profissionais majoritariamente feminino, porém heterogêneo quanto ao ano de formação, faixa etária, ano de entrada no CEREST e tempo de serviço. Verificou-se que as cargas horárias semanais variam de seis a 44 horas e, ainda, que as fonoaudiólogas realizam além das ações de núcleo específicas, atividades coletivas internas, externas, intersetoriais e ações de vigilância. Conclusão: Foi possível caracterizar o perfil das fonoaudiólogas que atuam nos CERESTs, além de levantar as ações e atividades realizadas, contribuindo para o entendimento do atual estado da Saúde do Trabalhador na Fonoaudiologia e para a proposição de ampliação da atuação na área.