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Abstract
Introdução: A gagueira é caracterizada por interrupções no fluxo da fala, tais como bloqueios, prolongamentos e/ou repetições de sons, sílabas, palavras ou frases, comumente identificadas como disfluências atípicas, sendo frequentemente acompanhada por outras manifestações, como gestos de antecipação da gagueira, autoimagem negativa, tiques e/ou outras manifestações corporais. Objetivo: identificar as principais características manifestas na fala de uma criança que gaguejava, refletindo sobre os momentos de fluências e disfluências nas terapias fonoaudiológicas, visando o estudo do processo terapêutico. Método: Este é um estudo de caso com abordagem qualitativa, baseado em gravações em áudio de sete sessões fonoaudiológicas de uma criança (PG) de 6 anos, sexo feminino, que apresentava manifestações gagas e encontrava-se em atendimento em Unidade Básica de Saúde. As gravações foram transcritas, analisadas e discutidas com base na literatura. Resultados: As repetições foram mais prevalentes; os bloqueios ocorreram predominantemente em fonemas oclusivos e os prolongamentos, em vogais. Geralmente, a gagueira intensificava-se quando PG colocava-se na posição de autora e diminuía nos momentos em que ela não focalizava sua fala ou seu modo de falar, dirigindo sua atenção para outra atividade ou tópico discursivo. PG demonstrava relação negativa com sua própria fala. A quantidade de manifestações gagas diminuiu ao longo do processo terapêutico. Conclusão: O papel do terapeuta no processo terapêutico ao lidar com a construção da fluência, da autoconfiança e a desconstrução da autoimagem de mau falante da criança expressa a importância da atuação fonoaudiológica na gagueira infantil.