P. Bezerra, Bruna Letícia Lima Rocha, Gina Torres Rego Monteiro
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Abstract
Resumo Objetivo Estimar a prevalência da síndrome de fragilidade e sua associação com variáveis socioeconômicas, demográficas e de saúde, em idosos atendidos em duas Unidades de Saúde (US) no município de Rio Branco, Acre, no período de outubro de 2016 a junho de 2017. Método A prevalência de síndrome de fragilidade foi medida pela Edmonton Frail Scale (EFS), investigada em uma amostra calculada de 298 pessoas idosas, selecionadas aleatoriamente por meio de sorteio. Utilizou-se a Regressão de Poisson, com variância robusta e intervalos de confiança de 95%, para estimar as razões de prevalência e definir o modelo ajustado. Todas as análises levaram em consideração os pesos. Resultados Verificou-se que 35,1% da amostra apresentou fragilidade. A prevalência de fragilidade foi associada a ter 75 anos ou mais, inatividade física, risco nutricional, deficit cognitivo, percepção negativa da saúde, usar 5 ou mais medicamentos e ter/histórico de câncer, queda no último ano, morar sozinho, segurança de bairro insatisfatória e ser da etnia/cor não branca. Conclusão Verificou-se o perfil de alerta para rastreio da fragilidade, que poderá auxiliar na prática clínica dos profissionais das US da população de estudo e, ainda, considera a necessidade de implantação e fortalecimento de programas de atenção à saúde da pessoa idosa e atuação de matriciamento e/ou grupos de apoio multiprofissional à Saúde da Família.