Maria Suzana Marques, Ely Carlos Pereira de Jesus, Jair Almeida Carneiro, Luciana Colares Maia, A. P. Caldeira
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Abstract
Resumo Objetivo analisar a concordância entre as escalas de fragilidade Edmonton Frail Scale (EFS) e Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional (IVCF-20). Métodos estudo transversal durante o qual se aplicou, em domicílio, a Edmonton Frail Scale e o Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional para pessoas idosas cadastradas em unidades da Estratégia Saúde da Família de Montes Claros (MG) e selecionadas, aleatoriamente, por sorteio. Para avaliação da correlação e da concordância entre os instrumentos, foram calculados o coeficiente de correlação de Pearson e o Kappa ponderado, considerando-se três níveis de classificação da fragilidade, a saber: “robusto”, “em fragilização” e “frágil” para o IVCF-20 e “não frágil”, “vulnerável” e “frágil” para a EFS. Resultados Foram avaliadas 673 pessoas idosas, predominantemente pardas, com 60 a 74 anos e do sexo feminino. De acordo com o IVCF-20, 153 (22,7%) das pessoas idosas foram classificadas como “frágeis”, 195 (29%) “em fragilização” e 325 (48,3%) como pessoas idosas “robustas”. Conforme a EFS, 159 pessoas idosas (23,6%) foram classificadas como “frágeis”; 112 (16,6%) pessoas idosas “aparentemente vulneráveis” e 402 (59,7%) “sem fragilidade”. O coeficiente de correlação de Pearson foi 0,865 (p<0,001) e mostrou haver forte correlação positiva entre os instrumentos. A estatística Kappa apresentou valor de 0,532 (p=0,027) e revelou concordância moderada. Conclusão Os instrumentos avaliados apresentaram concordância moderada e forte correlação positiva, apesar das diferenças entre alguns dos seus componentes. Ambos se mostraram compatíveis para a avaliação de fragilidade em pessoas idosas no contexto da Atenção Primária à Saúde.