Luciana Cristina de Sousa Vieira, Vicente De Paula Silva Filho, Vanessa De Almeida Dantas, Prakki Satyamurty, Aldeize Santos de Sá
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Abstract
A produção de biomassa em áreas de Caatinga apresenta grande variação espacial e sazonal, principalmente em função da distribuição das chuvas. Diante da diminuição da vegetação de Caatinga no nordeste brasileiro e ao consequente avanço da desertificação em todo o bioma, o presente estudo analisou qual tem sido o sequestro de carbono para o período de 2001 a 2019, em quatro áreas localizadas ao norte (A1), leste (A2), sul (A3) e oeste (A4) do bioma, e o que pode estar conduzindo com maior influência seu aumento ou diminuição. Através da análise com dados de sensoriamento remoto de produtividade primária bruta (PPB) e líquida (PPL), provenientes do MODIS, e dados de clima obtidos do NCEP e estações meteorológicas, observou-se que estão havendo uma redução das chuvas em todas as áreas, um aumento da temperatura do ar e redução de absorção de carbono pela biomassa. O teste de Mann-Kendall foi aplicado para verificar o nível de significância destas mudanças e constatamos que os resultados foram estatisticamente significativos somente para A2. Também se verificou que a variável determinante no crescimento da vegetação de Caatinga é a chuva. Mesmo com baixa significância estatística para a maior parte das áreas, foi verificado que a PPB e PPL estão reduzindo para A1, A2 e A4 como possível consequência desta mudança no clima. Em A3 onde se observou aumento no sequestro de carbono, provavelmente devido a hidrologia local, o que está fazendo com que esta área de Caatinga seja resiliente mesmo em períodos de seca.