Milena de Souza Carvalho, Amanda Brait Zerbeto, R. Y. S. Chun
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Abstract
Introdução: A linguagem entre os homens evoluiu ao longo da história. Comprometimentos de fala e linguagem podem acarretar em situação de vulnerabilidade comunicativa, influenciando na participação da pessoa no processo terapêutico e tomada de decisões clínicas. Objetivo: Investigar a percepção de futuros profissionais de medicina, fonoaudiologia e enfermagem quanto à comunicação com o paciente a partir de vivências nos campos de estágios. Método: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, com amostra de 85 alunos. Para a coleta de dados utilizou-se questionário online. Resultados: Todos participantes consideraram importante, ou muito importante, a comunicação com o paciente. Para a maioria dos participantes de fonoaudiologia (84,8%) e de medicina (65,6%) a comunicação com os pacientes é efetiva, enquanto que os de enfermagem (55%) referiram certa dificuldade. 35% dos alunos de enfermagem e 28,1% dos de medicina informaram que não tiveram contato com pacientes não oralizados; 33,3% dos alunos de Fonoaudiologia responderam que, nesses casos, a comunicação é efetiva, pois eles utilizavam outras formas de comunicação. Todos consideraram que o não falar coloca o paciente em situação de vulnerabilidade. Conclusão: Os resultados evidenciam que a comunicação paciente-futuro profissional de saúde é considerada importante para todos os participantes. Os achados reiteram a importância da temática na graduação e da comunicação na relação paciente-profissional para o bem-estar de vida e saúde da pessoa, sendo essa questão responsabilidade da equipe e não apenas do fonoaudiólogo, tendo em vista uma formação e atenção integrada e humanizada.