Cintha Regina Molina, Karine Laura Cortellazzi Mendes, J. Bulgareli, L. Guerra, Marcelo de Castro Meneghim, A. Pereira
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Abstract
Introdução: Do ponto de vista da saúde pública, a população masculina adulta mostra-se vulnerável ao uso de álcool e as suas consequências. A detecção precoce, assim como a busca por fatores associados são necessárias e as unidades de Saúde da Família são importantes locais para esta abordagem. Objetivo: Este estudo teve como objetivo identificar o uso de álcool em homens adultos e verificar sua associação com fatores socioeconômicos, demográficos e transtornos mentais (episódio depressivo maior e transtorno de ansiedade generalizada). Métodos: Foi realizado um estudo transversal em adultos de 20 a 59 anos do município de Piracicaba, cadastrados nas Unidades de Saúde da Família (USF) no ano 2018. Após análises descritivas, as variáveis com p<0,20 nas análises simples foram estudas em modelos de regressão binomial negativa múltipla. Pelo modelo final, estimaram-se as razões de médias ajustadas com os intervalos de 95% de confiança. Resultados: Observou-se prevalência de 26,9% de consumo de álcool na população estudada. O escore do The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) apresentou relação direta com a idade (razões de médias — RM=1,02; intervalo de confiança — IC95% 0,99–1,03). Quanto à religião, protestantes e evangélicos apresentaram escore médio de AUDIT menor que os demais (RM=1,78; IC95% 1,14–2,79). Pessoas com transtorno mental apresentam escore médio de AUDIT maior que os sem transtorno (RM=2,30; IC95% 1,28–4,11). Conclusões: Concluímos que o consumo de álcool na população adulta masculina é bastante prevalente, que seu consumo aumenta com a idade, que a religião tem efeito protetor e que pessoas com depressão e ansiedade apresentam maior propensão ao uso. Com base nesses dados, destacamos a importância da USF no desenvolvimento de estratégias que rastreiem as condições de risco de sua população, bem como discutam abordagens e possíveis intervenções.