{"title":"Romper, desviar, desafiar: reflexões por uma semiótica implicada","authors":"Matheus Nogueira Schwartzmann, L. Silva","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2022.203773","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Ao tratar dos desenvolvimentos teóricos da semiótica discursiva, Jacques Fontanille, em entrevista a Jean Cristtus Portela, afirma que “fazer viver uma escola de pensamento” não é repeti-la identicamente, à exaustão, mas “explorar o impensado, levá-la ao seu limite, experimentar caminhos transversais e confrontá-la com o seu próprio silêncio” (PORTELA, 2006, p. 184). A questão da “repetição”, ou mais propriamente, da continuidade, se coloca, aparentemente, em resposta a um certo senso comum que se estabeleceu em torno da disciplina, de que ela estaria presa a um hermetismo datado, pouco afeita a dialogar com outras áreas. Seu silêncio teria assim raízes numa espécie de “recusa à ideologia” que fez a disciplina se interessar, de início e por muito tempo, “por objetos de análise etnoliterários e literários e, frequentemente, desconectados de sua época” (PORTELA, 2019, p. 134), e parecer centrada em problemas estáticos e distantes dos movimentos da sociedade. Isso não é","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-12-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Estudos Semioticos","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2022.203773","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Ao tratar dos desenvolvimentos teóricos da semiótica discursiva, Jacques Fontanille, em entrevista a Jean Cristtus Portela, afirma que “fazer viver uma escola de pensamento” não é repeti-la identicamente, à exaustão, mas “explorar o impensado, levá-la ao seu limite, experimentar caminhos transversais e confrontá-la com o seu próprio silêncio” (PORTELA, 2006, p. 184). A questão da “repetição”, ou mais propriamente, da continuidade, se coloca, aparentemente, em resposta a um certo senso comum que se estabeleceu em torno da disciplina, de que ela estaria presa a um hermetismo datado, pouco afeita a dialogar com outras áreas. Seu silêncio teria assim raízes numa espécie de “recusa à ideologia” que fez a disciplina se interessar, de início e por muito tempo, “por objetos de análise etnoliterários e literários e, frequentemente, desconectados de sua época” (PORTELA, 2019, p. 134), e parecer centrada em problemas estáticos e distantes dos movimentos da sociedade. Isso não é
Jacques Fontanille在接受Jean-Cristtus Portela采访时谈到了话语符号学的理论发展,他指出,“让一个学派活起来”并不是完全相同地重复它,而是“探索不可想象的事物,将其发挥到极限,经历横向路径,并用自己的沉默来面对它”(Portela,2006,p.184)。“重复”的问题,或者更恰当地说,是连续性的问题,显然是对围绕这门学科建立的某种常识的回应,即它将被束缚在一种过时的hermetism中,不喜欢与其他领域对话。因此,它的沉默源于一种“拒绝意识形态”,这使得该学科在最初和很长一段时间内都对“民族文学和经常脱节的分析对象”感兴趣(PORTELA,2019,第134页),并且似乎以静态问题为中心,远离社会运动。那不是