Cíntia Freire Carniel, José Carlos Molero Junior, Beatriz C. A. Alves, Laura Beatriz Mesiano Maifrino, David Feder, F. Fonseca
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Abstract
Introdução: Diversos estudos têm mostrado que a mobilização precoce é segura e benéfica para pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs), especialmente para aqueles com ventilação mecânica (VM). Objetivo: Investigar os benefícios das técnicas fisioterapêuticas de mobilização precoce aplicada aos pacientes que sofreram traumatismo cranioencefálico (TCE). Métodos: Trata-se de um estudo quasi-randomizado, que incluiu 27 com TCE divididos em dois grupos: controle (n=13) e experimental (n=14) pacientes. No grupo experimental, os pacientes sedados foram submetidos à mobilização e alongamentos passivos nos membros superiores e inferiores; naqueles sem sedação, foram incluídos exercícios ativo-assistidos, livres e resistidos. Resultados: O grupo experimental foi composto por 51,8% dos participantes da pesquisa e o grupo controle por 48,2%, sendo a maioria do sexo masculino (81,5%) com mediana de idade de 43 anos. Os pacientes do grupo experimental apresentaram média de 9,5 dias (2,2-14,7) de ventilação mecânica, e os pertencentes ao grupo controle, de 17 dias (7-21,7) com de VM (p=0,154). Os pacientes do grupo experimental apresentaram média de 13,5 dias de internação em UTI, contra média de 17 dias do grupo controle (p=0,331), e média de 20,5 dias de internação hospitalar contra 24 dias do grupo controle (p=0,356). Conclusão: A mobilização precoce é uma técnica que deve ser aplicada em pacientes críticos dentro das UTIs, pois pode diminuir o tempo de internação na UTI e hospitalar.