{"title":"E, NO ENTANTO, ELES FALAM…: memória, identidade e alteridade","authors":"Isabel Pereira Leite","doi":"10.21747/21836671/PAG10A11","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Resumo: E desejavel, e mesmo necessario, que se faca silencio nos espacos de leitura das Bibliotecas, para que os leitores possam concentrar-se; que as Bibliotecas sejam lugares onde nao haja perturbacao alguma que desvie, abusivamente, a sua atencao. Todavia, nao ha Biblioteca no mundo onde seja possivel mante-lo. Considerando a raiz etimologica do termo, logo se percebe que os livros estao no seu cerne. Os livros tem vida propria. Acima de tudo, tem voz; afirmam-se e falam entre si. Se apenas falassem entre si, talvez, de vez em quando, nos fosse possivel encontrar o silencio procurado. Mas existem os leitores que falam com eles e sem cuja presenca os livros nao podem passar. “O leitor escreve para que seja possivel” (Manuel Gusmao). Autores e leitores sao indissociaveis. E da sua qualidade de seres interdependentes, eternamente votados a partilha do mundo, que vivem as Bibliotecas. Recuperando passagens de alguns escritores, sao apresentados testemunhos de cumplicidades, provando que o silencio nao e possivel numa Biblioteca. Nos espacos onde coabitam livros e leitores, mesmo que sejam lugares em que apenas encontremos um so livro e um so leitor, as palavras ecoam. E que, se esta nao fosse a tonica, o mundo nao era nada. Palavras-chave: Leitores; Memoria; Silencio","PeriodicalId":30970,"journal":{"name":"Paginas ab","volume":"1 1","pages":"157-168"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-04-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Paginas ab","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.21747/21836671/PAG10A11","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Resumo: E desejavel, e mesmo necessario, que se faca silencio nos espacos de leitura das Bibliotecas, para que os leitores possam concentrar-se; que as Bibliotecas sejam lugares onde nao haja perturbacao alguma que desvie, abusivamente, a sua atencao. Todavia, nao ha Biblioteca no mundo onde seja possivel mante-lo. Considerando a raiz etimologica do termo, logo se percebe que os livros estao no seu cerne. Os livros tem vida propria. Acima de tudo, tem voz; afirmam-se e falam entre si. Se apenas falassem entre si, talvez, de vez em quando, nos fosse possivel encontrar o silencio procurado. Mas existem os leitores que falam com eles e sem cuja presenca os livros nao podem passar. “O leitor escreve para que seja possivel” (Manuel Gusmao). Autores e leitores sao indissociaveis. E da sua qualidade de seres interdependentes, eternamente votados a partilha do mundo, que vivem as Bibliotecas. Recuperando passagens de alguns escritores, sao apresentados testemunhos de cumplicidades, provando que o silencio nao e possivel numa Biblioteca. Nos espacos onde coabitam livros e leitores, mesmo que sejam lugares em que apenas encontremos um so livro e um so leitor, as palavras ecoam. E que, se esta nao fosse a tonica, o mundo nao era nada. Palavras-chave: Leitores; Memoria; Silencio