{"title":"USO DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS PARA IDOSOS ATENDIDOS EM UMA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA","authors":"Andressa Letierre Dornelles Pinheiro, Patrícia Figueroa Pereira, Andressa Leal Zambra, Viviane Cecília Kessler Nunes Deuschle, Josiane Woutheres Bortolotto, Gabriela Bonfanti-Azzolin","doi":"10.5902/2236583455400","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Objetivo: Analisar o uso prescrito de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) para idosos em uma Estratégia Saúde da Família (ESF).Métodos: Esse é um estudo transversal e quantitativo, no qual os dados foram coletados através de um questionário estruturado. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos, de 60 a 89 anos que utilizavam no mínimo um tipo de medicamento e pertenciam à ESF objeto de estudo.Resultados: Dos 40 idosos participantes, 52,5% utilizava mais de 5 medicamentos e 92,5% utilizavam ao menos um MPI prescrito. Dentre os usuários de MPI, 45,9% consideram sua saúde muito boa/boa, 56,7% praticavam polifarmácia, e auto relataram reações adversas como fraqueza (21,6%), tontura (21,6%) e dor de estômago (10,8%). Ainda, dos 29 MPI identificados, 46,5% fazem parte da REMUME, sendo os mais utilizados hidroclorotiazida (70,9%), omeprazol (48,3%) e clonazepam (19,3%).Considerações Finais: O uso de MPI por idosos atendidos pelo sistema público de saúde é elevado e está relacionado à prática da polifarmácia e ocorrência de reações adversas. Além disso, mostra-se necessário a disponibilidade de medicamentos adequados à população idosa no saúde pública municipal, além da orientação dos profissionais prescritores e dispensadores de medicamentos para garantir uma farmacoterapia adequada a essa população.","PeriodicalId":33078,"journal":{"name":"Revista Saude","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2021-08-08","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"1","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Saude","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5902/2236583455400","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Objetivo: Analisar o uso prescrito de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) para idosos em uma Estratégia Saúde da Família (ESF).Métodos: Esse é um estudo transversal e quantitativo, no qual os dados foram coletados através de um questionário estruturado. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos, de 60 a 89 anos que utilizavam no mínimo um tipo de medicamento e pertenciam à ESF objeto de estudo.Resultados: Dos 40 idosos participantes, 52,5% utilizava mais de 5 medicamentos e 92,5% utilizavam ao menos um MPI prescrito. Dentre os usuários de MPI, 45,9% consideram sua saúde muito boa/boa, 56,7% praticavam polifarmácia, e auto relataram reações adversas como fraqueza (21,6%), tontura (21,6%) e dor de estômago (10,8%). Ainda, dos 29 MPI identificados, 46,5% fazem parte da REMUME, sendo os mais utilizados hidroclorotiazida (70,9%), omeprazol (48,3%) e clonazepam (19,3%).Considerações Finais: O uso de MPI por idosos atendidos pelo sistema público de saúde é elevado e está relacionado à prática da polifarmácia e ocorrência de reações adversas. Além disso, mostra-se necessário a disponibilidade de medicamentos adequados à população idosa no saúde pública municipal, além da orientação dos profissionais prescritores e dispensadores de medicamentos para garantir uma farmacoterapia adequada a essa população.