{"title":"Desigualdades geográficas na implantação do Programa Mais Médicos em um estado brasileiro","authors":"Priscila Lube Moraes, Tatiana Breder Emerich, Adauto Emmerich Oliveira, Edson Theodoro dos Santos Neto","doi":"10.5712/rbmfc16(43)2765","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Introdução: O Programa Mais Médicos (PMM) surge da necessidade de efetivar o direito universal de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de tornar mais equitativa a assistência médica no Brasil. Objetivo: O estudo analisou o cenário de implantação do Programa Mais Médicos (PMM) nos 78 municípios do estado do Espírito Santo (ES) no primeiro ciclo do programa, de 2013 a 2016. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, realizado com base em dados secundários coletados da Secretaria de Estado da Saúde; do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; e do Instituto Jones dos Santos Neves. Os municípios do Espírito Santo foram agrupados por portes populacionais, sendo a unidade de análise correspondente ao agregado populacional e ao espaço geográfico de cada município. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados deste estudo demonstraram que a implantação do PMM no Espírito Santo contribuiu para o fortalecimento da atenção primária, proporcionando o aumento e a fixação dos profissionais médicos em municípios tanto de pequeno quanto de maior porte populacional. No entanto, também se evidenciou que desigualdades geográficas verticais permaneceram durante a implantação do PMM entre municípios de porte populacional diferente. Conclusões: Ressalta-se a necessidade da gestão dos serviços da atenção primária na busca por um Sistema Único de Saúde resolutivo e equânime, independentemente do porte populacional.","PeriodicalId":33700,"journal":{"name":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2021-12-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5712/rbmfc16(43)2765","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Introdução: O Programa Mais Médicos (PMM) surge da necessidade de efetivar o direito universal de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de tornar mais equitativa a assistência médica no Brasil. Objetivo: O estudo analisou o cenário de implantação do Programa Mais Médicos (PMM) nos 78 municípios do estado do Espírito Santo (ES) no primeiro ciclo do programa, de 2013 a 2016. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, realizado com base em dados secundários coletados da Secretaria de Estado da Saúde; do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; e do Instituto Jones dos Santos Neves. Os municípios do Espírito Santo foram agrupados por portes populacionais, sendo a unidade de análise correspondente ao agregado populacional e ao espaço geográfico de cada município. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados deste estudo demonstraram que a implantação do PMM no Espírito Santo contribuiu para o fortalecimento da atenção primária, proporcionando o aumento e a fixação dos profissionais médicos em municípios tanto de pequeno quanto de maior porte populacional. No entanto, também se evidenciou que desigualdades geográficas verticais permaneceram durante a implantação do PMM entre municípios de porte populacional diferente. Conclusões: Ressalta-se a necessidade da gestão dos serviços da atenção primária na busca por um Sistema Único de Saúde resolutivo e equânime, independentemente do porte populacional.