Lucy Ferreira Azevedo, Rosa Maria Guimarães Brito, Ana Cirlene Ferreira de Faria, Cíntia Sueli Britos Lopes
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Abstract
O estudo é uma reflexão sobre a autobiografia como gênero e manifestação social e cultural, por meio de leitura interpretativa, além de mostrar de que forma as marcas poéticas aparecem nas narrativas identitárias de cada indivíduo - alunos da EJA em cidades onde o SESI desenvolveu salas para alfabetizar os trabalhadores das empresas preocupadas com seu papel social e solidário. O trabalho tem como base estudos de teóricos sobre Literatura e Língua, realizados pelos grupos de professores. Assim, uma pesquisa bibliográfica, para que a autobiografia ultrapassasse o simples registro de dados e, com muita sensibilização, fosse um voo livre para aqueles que começavam a escrever e ler. O grupo de professores, com base predominante de pedagogos, precisou desenvolver estudo de autores como Aristóteles e outros estudiosos tanto de Filosofia quanto de Literatura e Teoria da Literatura para fundamentar e motivar os trabalhos. Nasceram, então, narrativas fundadas na “escrita do eu” com textos típicos que postulam uma verdade particular no geral, possível na arte da poesia. A liberdade criadora foi uma simbiose realidade/ficção com traços de diferentes Brasis em Mato Grosso, resultado da busca da poesia do homem brasileiro por melhores condições de vida.