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Abstract
As ciências da educação ao persistirem optando por percursos metodológicos e pedagógicos tradicionais firmam a lógica presente nos paradigmas de ordem mecanicista, por isso, acabam por criar condições para uma anestesia das relações sistêmicas e de conexões planetárias. Ao executar o conhecimento dessa forma passam a agir de maneira disruptiva e simplificadora. Refletiremos neste artigo, compreendido como estudo teórico qualitativo e bibliográfico, tendo como objetivo conhecer e compreender subsídios epistêmicos do paradigma da complexidade capazes de asseguram uma formação de professores da educação básica compromissados com uma formação humanizadora, sistêmica e planetária. Ainda estamos envoltos em paradigmas que nos afastam de uma educação cônscia de que tudo está interconectado de forma sistêmica e que nossas ações estão ligadas em redes de interdependência mundial. Por isso sonha-se uma educação como trama de enredamentos e conexões abertas no qual tudo o que pensamos e fazemos seja pensado e feito no esteio de uma ética e (co)responsabilidade planetária. Uma possibilidade para criar sensibilidades para reconhecer, em cada ser humano, sua singularidade, sua identidade e legitimidade em todo e qualquer domínio existencial e nicho ecológico vital em âmbito planetário.
Palavras-chave: Complexidade. Educação Básica. Formação de Professores.