O. M. Rodrigues Júnior, Maricy Zampieri de Lima, Carla Vanecha Cecarello
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Abstract
Auto-eficácia define-se pela crença em que se pode conseguir cumprir uma determinada tarefa adequadamente numa dada situação, onde as cognições mediam a mudança comportamental. Tendo como objetivo avaliar a autoconfiança sexual (ACS) em homens sem queixas sexuais, foram avaliados um total de 100 estudantes universitários, com média de 28 anos, variando de 19 a 46 anos, através da Escala de Auto-eficácia Sexual, forma E, a qual mensura o nível de confiança na auto-eficácia e dimensões cognitivas através de auto-atribuições de grau que variam de 10 a 100 para 25 itens sobre possíveis comportamentos sexuais masculinos. Os universitários estudados referiram-se com alta confiança no que diz respeito a ansiedade de desempenho (ACS 78,9 a 79,6%) e desejo sexual (ACS 84,7 a 85,9%). Quanto aos itens referentes à capacidade erétil, apresentam índices de ACS mais elevados (de 72,6 a 91,1%), com exceção ao item que se refere à obtenção de segunda ereção no caso de haverperdidoa primeira (ACS 65,8%). Quanto à fase de ejaculação os estudantes referiram menor confiança no controle ejaculatório, tendo a menor média de ACS dentre as afirmativas (48,2), seguido pelos índices de ACS relacionados à assertividade (51,6 e 57,8%).A autoconfiança no comportamento sexual deve se relacionar com uma série de cognições socialmente transmitidas e impostas que determinará o comportamento sexual masculino anterior a qualquer contato sexual. Este conhecimento pode ser útil para os profissionais que pretendam trabalhar com a sexualidade humana, em especial no tocante à orientação e terapia de disfunções sexuais masculinas em nosso país.