Silvana Malavasi, Terezinha Oliveira, Viviane da Silva Batista
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Abstract
O objeto deste artigo é a importância social e histórica da universidade medieval. Do prisma da História da Educação, analisa-se esse espaço de conhecimento, de reflexão sobre o agir humano e de produção de saberes com os seguintes objetivos principais: a) tecer considerações históricas sobre a universidade medieval por meio da valorização do passado e das raízes da universidade contemporânea b) abordar as relações entre professor e aluno na universidade medieval e as mudanças que as permearam. O texto contém dois subtítulos: A universidade medieval e sua função social e A universidade medieval: professores e estudantes. Quanto à revisão bibliográfica, apoiamo-nos em autores que abordaram a instituição pelo prisma da História da Educação: Guizot (1907), Ullmann (2000), Le Goff (1984; 2017), Verger (1990), De Boni (2005), Oliveira (2007; 2008), além de Tomás de Aquino (2006), um dos grandes nomes da filosofia escolástica. Considerando-se que a História é essencial à memória das civilizações, buscou-se aporte teórico-metodológico nos princípios da História Social, utilizando os conceitos de longa duração e de totalidade e obras nas quais Marc Bloch (2001) e Fernand Braudel (1992) mostram a importância da história para a construção do conhecimento intelectual, cultural e social. Enfim, considera-se que a universidade, como espaço institucional de produção do saber, deve ser objeto de debates sobre sua função social e sobre a responsabilidade dos intelectuais na formação humana, na valorização do conhecimento e na construção de rumos sociais.