Laís Corrêa Da Cunha, Viviane Cecília Kessler Nunes Deuschle, Regis Augusto Norbert Deuschle
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Abstract
O uso de plantas medicinais para a prevenção e tratamento de doenças data de muitos anos, sendo a sua utilização perpetuada em maior ou menor grau através das gerações. A relativa facilidade de acesso e o baixo custo estão entre os fatores que impulsionam o uso pela população. Aliadas aos fitoterápicos, constituem bens sociais muito utilizados pela população brasileira. O objetivo do estudo foi analisar o uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos pelos usuários de uma clínica universitária de fisioterapia do noroeste do Rio Grande do Sul. Foi realizado um estudo observacional descritivo transversal com a aplicação de questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas, o qual foi aplicado a uma população de 25 indivíduos no mês de novembro de 2019. Observou-se que 100% dos participantes utilizavam plantas medicinais, sendo a marcela e camomila as mais frequentes. Apenas 4% dos entrevistados informaram já ter utilizado medicamento fitoterápico. Entre os participantes, 96% informaram acreditar que as plantas medicinais não possuem efeitos adversos, 64% informaram que possuem a planta usada cultivada em sua própria residência e 92% aprenderam a utilize-las através de ensinamentos de parentes. Foi analisada na literature a possível existência de interações entre os medicamentos e as plantas medicinais utilizadas pelos participantes, encontrando-se interações com medicamentos antihipertensivos, anti-inflamatórios e antidiabéticos. Para algumas plantas citadas pelos entrevistados não foi encontrado embasamento científico para as indicações para as quais eram utilizadas. Devido o uso difundido das plantas medicinais na população, observa-se a necessidade de uma maior contribuição dos profissionais da saúde para orientar sobre o uso racional dos produtos naturais.