{"title":"Júlio Pomar: uma leitura contemplativa do grotesco no neorreal","authors":"Rafael Reginato Moura","doi":"10.5007/2176-8552.2019.e72971","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este artigo intenta demonstrar, por intermédio da contemplação de obras do artista visual português Júlio Pomar, em correlação com a crítica artística e literária da época, traços e elementos estéticos capazes de situar sua fase de expressão neorrealista como objeto de cotejo também moderno. Para isso, o presente artigo busca, sobretudo, identificar em pinturas e desenhos do artista características de índole moderna que, conforme Victor Hugo, estariam associadas a uma estética do grotesco ou, como se pretende ampliar, à deformação e ao desagradável. Deformar grotescamente ou optar pelo desagradável ao agradável, nesse caso, é também tomar como vereda estético-histórica a possibilidade de representar no centro da cena, em imagem e memória, heróis menores, subalternos, invisíveis, espoliados ou vencidos, cujas vozes e figuras nos chegam distorcidas ou em ecos a serem desenterrados.","PeriodicalId":31415,"journal":{"name":"Outra Travessia","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2020-12-14","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Outra Travessia","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5007/2176-8552.2019.e72971","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Este artigo intenta demonstrar, por intermédio da contemplação de obras do artista visual português Júlio Pomar, em correlação com a crítica artística e literária da época, traços e elementos estéticos capazes de situar sua fase de expressão neorrealista como objeto de cotejo também moderno. Para isso, o presente artigo busca, sobretudo, identificar em pinturas e desenhos do artista características de índole moderna que, conforme Victor Hugo, estariam associadas a uma estética do grotesco ou, como se pretende ampliar, à deformação e ao desagradável. Deformar grotescamente ou optar pelo desagradável ao agradável, nesse caso, é também tomar como vereda estético-histórica a possibilidade de representar no centro da cena, em imagem e memória, heróis menores, subalternos, invisíveis, espoliados ou vencidos, cujas vozes e figuras nos chegam distorcidas ou em ecos a serem desenterrados.