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Abstract
Assume-se aqui que o objeto do ensino de paisagismo é a paisagem. Essa assunção, que pode parecer óbvia, é simples apenas na aparência. Na verdade, ela exige uma indagação sobre a paisagem, “objeto” fugidio por excelência. O que se tenta neste artigo são aproximações à idéia de paisagem que pressupõem, por um lado, os vínculos desta com a natureza da Terra e, por outro, sua tendência à cosmicização. Busca-se também dissociar a paisagem da hegemonia, se não da exclusividade, do sentido da visão, herdada do pensamento moderno. Por fim, pleiteia-se a contribuição de diferentes formas de expressão, ou de linguagens poéticas, para embasar o ensino de paisagismo, uma vez que a mera capacitação técnica parece não dar conta da amplidão de sentidos que a paisagem acolhe.