Maria Luisa Kechichian Lucchini, A. Costa, Ana Júlia Rodrigues Carvalho, Mayara Floss, Marcela Araújo de Oliveira Santana, Gabriella d’Avila Lopes
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Abstract
Introdução: A fumicultura concentra-se sobretudo em áreas rurais do Sul do país. Reconhecidamente, as áreas rurais apresentam disparidades socioeconômicas, desigualdades no acesso geográfico, bem como dificuldade de retenção de profissionais na Atenção Primária à Saúde (APS). Apresentação do caso: Descrevem-se, neste artigo, as intersecções de determinantes socioeconômicos de saúde ao se abordar um paciente masculino, de 57 anos, em uso crônico de benzodiazepínicos para o tratamento de insônia. Ao se aprofundar a anamnese, os determinantes socioeconômicos que levaram ao desenvolvimento da insônia foram identificados como: dificuldades financeiras na produção de tabaco, preocupações excessivas com o trabalho e presença de depressão como comorbidade. Nesse sentido, ser produtor de tabaco e a relação com a empresa podem ser considerados determinantes socioeconômicos da saúde para o desenvolvimento de insônia. Conclusões: No contexto deste caso, a rotatividade de profissionais e a falta de criação de vínculo fez com que o paciente permanecesse cronicamente a tratar a insônia como benzodiazepínico, o que é proscrito. Assim, revelam-se a fragmentação do cuidado e a alta rotatividade de profissionais como determinantes socioeconômicos da saúde.