Daniele Bianca Reis Gomes, Rafaela Gutierrez Zeitoune Macedo, Laura Caria Martins Santos, Luna Barreiro Nunes, Diandra Letícia de Campos Belotto, Dandara Garcia Menezes Régis, Waleska Jordânia Peixoto Nascimento, Rafaela Maranhão Ribeiro, Dwillo Menezes Guimarães, Gleuber Henrique Marques de Oliveira, Gabrielle Mendes Lima
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Abstract
Coronavírus (CoVs) estão envolvidos em grandes surtos mundiais. Quando há instalação de COVID-19, os indivíduos estão suscetíveis a vários graus de gravidade. Após a resolução da doença, pacientes passaram a relatar a persistência de sintomas, “COVID-19 longo” foi designado à situação, que descreve sinais e sintomas que continuam ou desenvolvem após a COVID-19 aguda. O objetivo desta revisão foi realizar uma pesquisa sistemática sobre os sintomas mais associados ao COVID-longo. A busca de artigos foi feita via PubMed/MEDLINE, Lilacs e SciELO, sendo selecionados independentemente por dois revisores na plataforma Rayyan. A qualidade metodológica e o risco de viés foram avaliados com a Newcastle-Ottawa Scale (NOS). Diante dos critérios de inclusão e exclusão, 63 artigos foram para a análise qualitativa, sendo que 28 desses artigos foram utilizados para a construção do estudo. Os sintomas analisados foram: dispneia, disfunção olfatória, fadiga, tosse, mialgia, disfunção gustativa, cefaleia, dor no peito e diarreia. Dispneia foi relatada em 22 artigos, disfunção olfatória foi abordada em 19 estudos, fadiga é citada em 18 artigos, tosse é abordada em 18 estudos, mialgia foi descrita em 17 artigos, disfunção gustativa esteve presente em 15 artigos, cefaleia em 13 análises, dor no peito em 11, e diarreia esteve em 10 dos estudos. A inflamação persistente foi o mecanismo patológico associado às sequelas, visto que existem anormalidades imunológicas, presentes em até 8 meses após a infecção, que se relacionam com o desenvolvimento dos sintomas do COVID-19 longo. Com essa análise, o reconhecimento e a abordagem desses sintomas tornam-se necessárias para o cuidado com o paciente.