Rogério de Andrade Gomes, A. H. Gomes, João Murilo Brandão Magalhães, Wagner da Fonseca Vieira, B. J. Pádua, Gustavo Heringer Cezar Fortes, Paulo Arthur Mendes Milhomem, Paulo Feliciano Sarquis Dias
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Abstract
Objetivo: Realizar uma avaliação clínica e imaginológica de pacientes com fraturas do tornozelo submetidos a osteossíntese com haste bloqueada, analisando o encurtamento da fíbula e redução tíbio-talar através de parâmetros de imagem bem estabelecidos na literatura.
Métodos: Foram selecionados 25 pacientes operados pela técnica de haste intramedular bloqueada de fíbula, submetidos a cirurgia entre abril de 2018 e dezembro de 2022. Os pacientes tinham idade acima de 55 anos, com risco aumentado para complicações de cicatrização. Para avaliação clínica foram usados: escore AOFAS e escala visual analógica. Os parâmetros de imagem utilizados foram o ângulo talocrural, o espaço claro medial e a linha tibiofibular.
Resultados: Foi avaliado escore AOFAS com média de 83,48 (± 15,34), com mínimo de 40 e máximo de 98 pontos. Na escala visual analógica de dor, a média foi 2,56 pontos (± 2,50), com mínimo de 0 e máximo de 8. Na linha anterior tibiofibular, a diferença entre a média e o valor de referência (2 mm) foi de 0,38 mm. Sobre o espaço claro medial, 100% apresentou valores dentro da referência (até 4 mm). Na análise do ângulo talocrural, a média das diferenças obtidas entre os valores de cada paciente e a referência se situaram dentro dos valores normais.
Conclusão: A osteossíntese de fraturas do tornozelo com haste intramedular bloqueada é uma excelente alternativa nos pacientes idosos e com risco aumentado para complicações, conduzindo a bons resultados funcionais em seguimento de médio prazo, apesar de não mostrar uma redução satisfatória de redução da sindesmose na maioria dos casos