Karen Salve Coutinho Wolino, Beatriz Oliveira Da Cruz, L. F. M. F. Cardozo, Claudio Tinoco Mesquita, D. Mafra, M. B. Stockler-Pinto
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Abstract
Introdução: A disbiose intestinal é uma característica comum na síndrome cardiorrenal e está associada ao aumento de toxinas urêmicas, como o N-óxido de trimetilamina (TMAO), que estão envolvidas com a inflamação e mortalidade cardiovascular. A castanha-do-Brasil (semente típica brasileira) possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, mas não há evidências dos seus efeitos na modulação da microbiota intestinal e redução de toxinas urêmicas. Objetivo: Avaliar o impacto do consumo de castanha-do-Brasil nos níveis de TMAO e marcadores de inflamação em um paciente com síndrome cardiorrenal. Métodos: Um paciente com doença arterial coronariana (66 anos e IMC, 26 kg/m2), estágio 3 da DRC (TFGe 36 mL/min), recebeu uma castanha-do-Brasil por dia durante três meses. Resultados: Os níveis plasmáticos de TMAO e a expressão de mRNA de NF-κB foram reduzidos e a atividade da glutationa peroxidase (GPx) aumentou após esta intervenção. Conclusão: A prescrição de castanha-do-Brasil pode ser uma estratégia promissora para mitigar as complicações relacionadas à síndrome cardiorrenal. Este caso apoia o conceito de “alimento como remédio” visando o fenótipo urêmico na síndrome cardiorrenal.