{"title":"A liberdade dos escravos dos retornados do Brasil por ocasião do regresso de D. João VI: a trajetória de Marianna, mina. Lisboa - 1821 e 1825","authors":"Kátia Lorena Novais Almeida","doi":"10.1590/tem-1980-542x2023v290305","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Resumo Este artigo analisa as circunstâncias em que a escravidão foi discutido em Portugal, após o regresso de D. João VI em 26 de abril de 1821. A partir da trajetória de Marianna, mina, escrava de Jacinto de Araujo, criado de D. João VI que regressou com o monarca para Portugal, procuro compreender os caminhos percorridos por cativos que ali desembarcaram em companhia de seus senhores. A experiência de Marianna é utilizada para refletir sobre o porquê de o rei ter agraciado com indultos senhores retornados do Brasil para permanecerem com seus escravizados em Portugal, à revelia dos alvarás de 19 de setembro de 1761 e de 10 de março de 1800. Ademais, reflito sobre o que as autoridades régias compreendiam a respeito da escravidão e liberdade em um reino que acabara de se tornar uma monarquia constitucional e que possuía uma legislação antiescravista desde fins da década de 1760.","PeriodicalId":22355,"journal":{"name":"Tempo","volume":"61 2","pages":""},"PeriodicalIF":0.5000,"publicationDate":"2023-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Tempo","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.1590/tem-1980-542x2023v290305","RegionNum":4,"RegionCategory":"艺术学","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"0","JCRName":"MUSIC","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Resumo Este artigo analisa as circunstâncias em que a escravidão foi discutido em Portugal, após o regresso de D. João VI em 26 de abril de 1821. A partir da trajetória de Marianna, mina, escrava de Jacinto de Araujo, criado de D. João VI que regressou com o monarca para Portugal, procuro compreender os caminhos percorridos por cativos que ali desembarcaram em companhia de seus senhores. A experiência de Marianna é utilizada para refletir sobre o porquê de o rei ter agraciado com indultos senhores retornados do Brasil para permanecerem com seus escravizados em Portugal, à revelia dos alvarás de 19 de setembro de 1761 e de 10 de março de 1800. Ademais, reflito sobre o que as autoridades régias compreendiam a respeito da escravidão e liberdade em um reino que acabara de se tornar uma monarquia constitucional e que possuía uma legislação antiescravista desde fins da década de 1760.
期刊介绍:
Tempo is the premier English-language journal devoted to twentieth-century and contemporary concert music. Literate and scholarly articles, often illustrated with music examples, explore many aspects of the work of composers throughout the world. Written in an accessible style, approaches range from the narrative to the strictly analytical. Tempo frequently ventures outside the acknowledged canon to reflect the diversity of the modern music scene. Issues feature interviews with leading composers, a tabulated news section, and lively and wide-ranging reviews of recent recordings, books and first performances around the world. Selected issues also contain specially-commissioned music supplements.