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Abstract
A cultura Ballroom é um movimento de resistência LGBTQIAP+ criado por mulheres trans afro-latinas em Nova Iorque na década de 1970 e consiste em um conjunto de práticas ritualizadas, com formação de grupos de parentesco, bailes de competições, conhecidos como balls, e um sistema de gênero próprio. O BH Vogue Fever é a maior ball da América Latina e em 2021, em decorrência das limitações impostas pela pandemia, realizou uma série de lives de aquecimento para sua sétima edição. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre os quadros de sentido das interações da cultura Ballroom no contexto brasileiro pandêmico a partir da análise dessas lives. Partimos da filosofia pragmatista, bem como a abordagem relacional da comunicação, para refletir sobre as dinâmicas dessas interações. Foi constatado que as interações no contexto online trouxeram possibilidades e limitações para a resistência da Ballroom.