Michela Sagrillo Pegoretti, Eneida Maria Souza Mendonça
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Abstract
As praças públicas são estruturas urbanas fundamentais à compreensão da relação do ser humano com a cidade e podem carregar legado simbólico e histórico como contribuições essenciais diante dos desafios urbanos e morfológicos impostos pelas cidades do século XXI. Neste contexto, a praça Costa Pereira localizada no Centro de Vitória, cidade do sudeste brasileiro, mantém-se com forte caráter de centralidade urbana dado pela convergência conjunta de inúmeros elementos e práticas socioespaciais que lhe conferem caráter peculiar. Sendo assim, o objetivo deste artigo é compreender o papel do sítio físico e do desenho do traçado urbano que antecede à inauguração da praça, a partir de uma narrativa que permita reflexões acerca da inserção urbana da praça, ainda como largo da Conceição no período colonial, à luz do urbanismo português, especulando ainda possíveis apropriações precedentes e indígenas sobre o território. A pesquisa foi baseada em revisão bibliográfica recorrendo também à iconografia, à cartográfica e ao uso de aspectos tridimensionais da topografia do local. Sob lugar plano de confluência de águas, a escolha da localização revela local estratégico e de conexão que contribuiu para o traçado urbano subsequente e a consolidação da vocação do lugar em atrair elementos, pessoas e acontecimentos, à luz da centralidade urbana.