{"title":"A RECEPÇÃO DE ESTÉTICA DA CRIAÇÃO VERBAL, DE MIKHAIL BAKHTIN, NO BRASIL: TRADIÇÃO E RUPTURA","authors":"Maria Helena Cruz Pistori, Beth Brait","doi":"10.1590/1982-4017-23-12","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Resumo Este artigo é resultado parcial de um projeto maior que busca compreender a recepção e as particularidades assumidas pelo pensamento bakhtiniano no Brasil desde sua introdução, nos anos 1970, até os dias atuais. Para isso, analisa os textos que emolduram as traduções e (re)traduções brasileiras da obra bakhtiniana, examinando quais relações dialógicas (valorativas) podem ser observadas nesses textos-moldura: com quem dialogam e a quem se dirigem no momento de sua publicação. Este trabalho analisa a recepção brasileira aos ensaios de Estética da criação verbal, nas edições de 1992 e de 1997, na (re)tradução de 2003 e, ainda, nas publicações posteriores, 2016 e 2017. Os textos-moldura de cada uma dessas edições mostram como a recepção, inicialmente inserida na tradição e continuidade de um momento científico acadêmico europeu e internacional, ao longo de quatro décadas firma-se institucionalmente, revelando novos modos de ler e fazer circular a perspectiva dialógica do discurso no Brasil.","PeriodicalId":489327,"journal":{"name":"Linguagem em (Dis)curso","volume":"150 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Linguagem em (Dis)curso","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.1590/1982-4017-23-12","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Resumo Este artigo é resultado parcial de um projeto maior que busca compreender a recepção e as particularidades assumidas pelo pensamento bakhtiniano no Brasil desde sua introdução, nos anos 1970, até os dias atuais. Para isso, analisa os textos que emolduram as traduções e (re)traduções brasileiras da obra bakhtiniana, examinando quais relações dialógicas (valorativas) podem ser observadas nesses textos-moldura: com quem dialogam e a quem se dirigem no momento de sua publicação. Este trabalho analisa a recepção brasileira aos ensaios de Estética da criação verbal, nas edições de 1992 e de 1997, na (re)tradução de 2003 e, ainda, nas publicações posteriores, 2016 e 2017. Os textos-moldura de cada uma dessas edições mostram como a recepção, inicialmente inserida na tradição e continuidade de um momento científico acadêmico europeu e internacional, ao longo de quatro décadas firma-se institucionalmente, revelando novos modos de ler e fazer circular a perspectiva dialógica do discurso no Brasil.