{"title":"DISCURSOS SOBRE A PREVENÇÃO DA HANSENÍASE: O QUE DIZEM CARTILHAS, CARTAZES, GUIAS E PANFLETOS?","authors":"Premma Hary Mendes Silva, J. Silva","doi":"10.21527/2176-7114.2021.44.11974","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A hanseníase é um grave problema de saúde coletiva que atinge historicamente populações que vivem em péssimas condições de vida. No Brasil contemporâneo a hanseníase é uma doença que atinge as camadas mais pobres da população. Embora seja uma doença que, uma vez tratada, apresente possibilidades significativas de cura e não apresente riscos de contágio; em função do preconceito cultural, ainda persiste uma situação de estigma em relação à doença. Ao ser reconhecido como hanseniano, o indivíduo é permeado por um conjunto de designações degradantes. Assim, reconhecemos a prevenção como um aspecto nobre no controle da hanseníase, e uma das formas utilizadas é a informação por meio da comunicação visual. Com essa investigação pretendemos identificar os discursos sobre a prevenção da hanseníase imprimidos em cartazes, panfletos, guias, cartilhas e portarias produzidos pelo Ministério da Saúde. Para isso, utilizou-se na investigação estratégias teórico-metodológicas da pesquisa documental. Os documentos analisados deram indício de que na divulgação de informações sobre a prevenção da hanseníase, o que prevalece é o discurso biomédico sobre diagnóstico, tratamento e cura. Os aspectos socioculturais da doença no que se refere ao preconceito estão ausentes ou são abordados timidamente nos documentos. Além disso, informações de cunho sociocultural, como o alerta aos aspectos do preconceito não são percebidas. A linguagem é claramente clínico-biomédica e existe uma preocupação em disseminar entre os profissionais da saúde e pacientes apenas que a hanseníase tem cura.","PeriodicalId":246352,"journal":{"name":"Revista Contexto & Saúde","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2021-12-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Contexto & Saúde","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.21527/2176-7114.2021.44.11974","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A hanseníase é um grave problema de saúde coletiva que atinge historicamente populações que vivem em péssimas condições de vida. No Brasil contemporâneo a hanseníase é uma doença que atinge as camadas mais pobres da população. Embora seja uma doença que, uma vez tratada, apresente possibilidades significativas de cura e não apresente riscos de contágio; em função do preconceito cultural, ainda persiste uma situação de estigma em relação à doença. Ao ser reconhecido como hanseniano, o indivíduo é permeado por um conjunto de designações degradantes. Assim, reconhecemos a prevenção como um aspecto nobre no controle da hanseníase, e uma das formas utilizadas é a informação por meio da comunicação visual. Com essa investigação pretendemos identificar os discursos sobre a prevenção da hanseníase imprimidos em cartazes, panfletos, guias, cartilhas e portarias produzidos pelo Ministério da Saúde. Para isso, utilizou-se na investigação estratégias teórico-metodológicas da pesquisa documental. Os documentos analisados deram indício de que na divulgação de informações sobre a prevenção da hanseníase, o que prevalece é o discurso biomédico sobre diagnóstico, tratamento e cura. Os aspectos socioculturais da doença no que se refere ao preconceito estão ausentes ou são abordados timidamente nos documentos. Além disso, informações de cunho sociocultural, como o alerta aos aspectos do preconceito não são percebidas. A linguagem é claramente clínico-biomédica e existe uma preocupação em disseminar entre os profissionais da saúde e pacientes apenas que a hanseníase tem cura.