{"title":"Entre o Perdão e o Testemunho","authors":"Ricardo Lessa Filho, Frederico Vieira","doi":"10.15448/1980-3729.2023.1.42898","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O presente artigo aproxima algumas concepções filosóficas acerca do perdão e do testemunho à experiência fílmica de Vann Nath, um pintor e sobrevivente do genocídio cambojano perpetrado pelo Khmer Vermelho entre 1975 e 1979. Nath que é o fio condutor do documentário S21 – A máquina da morte do Khmer Vermelho (2003), de Rithy Pahn, cuja narrativa propõe um confronto entre vítimas e vitimários, todos expostos igualmente, sem pré-julgamentos. Na obra a figura de Vann Nath parece ofertar vida ao impossível: um gesto de perdão e reconciliação face a face com os perpetradores. S21 tematiza as pinturas de Nath, imagens reminiscentes aqui compreendidas como marcas do testemunho do genocídio, na medida em que retratam de forma singular as torturas e violações impostas aos cidadãos do Camboja feitos prisioneiros àquela época; mas não só, atualizam, no presente, a confrontação com o genocídio enquanto fissura inesquecível, (im)perdoável.","PeriodicalId":121889,"journal":{"name":"Revista FAMECOS","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-06-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista FAMECOS","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.15448/1980-3729.2023.1.42898","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
O presente artigo aproxima algumas concepções filosóficas acerca do perdão e do testemunho à experiência fílmica de Vann Nath, um pintor e sobrevivente do genocídio cambojano perpetrado pelo Khmer Vermelho entre 1975 e 1979. Nath que é o fio condutor do documentário S21 – A máquina da morte do Khmer Vermelho (2003), de Rithy Pahn, cuja narrativa propõe um confronto entre vítimas e vitimários, todos expostos igualmente, sem pré-julgamentos. Na obra a figura de Vann Nath parece ofertar vida ao impossível: um gesto de perdão e reconciliação face a face com os perpetradores. S21 tematiza as pinturas de Nath, imagens reminiscentes aqui compreendidas como marcas do testemunho do genocídio, na medida em que retratam de forma singular as torturas e violações impostas aos cidadãos do Camboja feitos prisioneiros àquela época; mas não só, atualizam, no presente, a confrontação com o genocídio enquanto fissura inesquecível, (im)perdoável.