T. Silva, Cristian Baú Dal Magro, Marília Paranaíba Ferreira, A. Lopes, Carlos Eduardo Facin Lavarda
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Abstract
Este estudo busca identificar se o tipo de elaboração (fixo e/ou flexível) afeta a utilidade das funções de planejamento e de diálogo em organizações brasileiras de tecnologia da informação. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário aplicado a 101 gestores pertencentes a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro). A análise dos dados foi feita por meio da estatística descritiva, da análise fatorial confirmatória para agrupar as funções do orçamento em planejamento ou diálogo e do teste paramétrico de diferença de medias para averiguar se existem discrepâncias entre as funções do orçamento em organizações que elaboram o orçamento pelo tipo fixo ou flexível. Concluiu-se que a maioria das empresas adere ao orçamento na periodicidade anual. Sugere-se, então, que a elaboração do orçamento pelo tipo fixo ou flexível e idêntica na utilidade para as funções de planejamento. Contudo, a utilidade do orçamento para as funções de diálogo ocorre nas empresas que elaboram o orçamento flexível. Este estudo oferece evidências de que as funções do orçamento são uteis, o que independe do tipo de elaboração dele. Como implicação prática, infere-se que os diferentes tipos de elaboração do orçamento não podem ser vistos como rivais na implementação eficiente e eficaz dos recursos organizacionais. Já o orçamento flexível e mais adequado para fomentar o debate corporativo, incentivar o intercâmbio de informações, disseminar conhecimento e emergir ações estratégicas.