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Abstract
Nas manifestacoes culturais nomeadas de Bandas de Fanfarra, constatamos a presenca da Danca apenas como estilo ou modalidade, atrelado ao entendimento de expressao corporal motor da Educacao Fisica. Nele ha um tratamento equivocado da Danca como pratica artistica que a obscurece. Problematizamos essa presenca no fazer do pesquisador-artifice (ARRAIS, 2013a) e atraves de uma leitura critica coimplicada (ARRAIS, 2013b) e indisciplinar (GREINER, 2005) que desestabilize um entendimento engessado sobre o corpo que danca com os elementos “baliza” e “corpo coreografico”, vinculados, ideologicamente, ao sentido patriotico dos desfiles em espacos urbanos e tambem aos concursos competitivos em espacos escolares. A partir de evidencias comunicacionais, a leitura critica parte ainda da Teoria Corpomidia (KATZ & GREINER, 2005), possibilitando mostrar que, no contato com uma informacao massificada (internet), o carater de adestramento mantem-se forte e pouco consegue desestabilizar o corpo militarizado que desfila e que compete, obscurecendo a potencia artistica das Fanfarras. Assim, outros modos de dancar nas Fanfarras, como “Dancas de Fanfarras”, podem ser pensados se tratarmos que toda coreografia e social (KATZ, 2009)?