Pandemia e a colonialidade em (dis)curso no corpo da mulher negra

Flávia Marinho Lisbôa
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Abstract

Este artigo propõe refletir sobre a pandemia a partir da mulher negra, especificamente do lugar da trabalhadora doméstica como representativo da colonialidade e das desigualdades sociais no Brasil. Para a reflexão é tomado o enunciado remetido à trabalhadora doméstica Mirtes Souza no especial Falas Negras, exibido na Globo em 20 de novembro de 2020 em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra. Pela Análise do Discurso com Foucault se encaminha a reflexão do artigo, com as lentes da interseccionalidade e da decolonialidade, para evidenciar a linha de força que vulnerabiliza esse corpo não apenas na pandemia, mas num lastro histórico em curso desde a colonização com permanentes atualizações que as permitem acontecer com efeito de naturalidade, que é o papel do Dispositivo Colonial.  O enunciado é o ponto de partida para traçar uma rede de memória com fins de revolver condicionantes históricas para o lugar dessa mulher no presente, apontando a desumanização desse corpo como resultado de um projeto colonial em curso até a atualidade.
黑人女性身体中的流行病和殖民主义(dis)过程
本文建议从黑人妇女的角度来反思这一流行病,特别是家政工人作为巴西殖民主义和社会不平等的代表的地位。为了进行反思,我们引用了2020年11月20日《环球报》(Globo)特别节目《黑人演讲》(Falas Negras)中针对家政工人Mirtes Souza的陈述,该节目暗指全国黑人意识日。与福柯的演讲分析讨论这篇文章的指导,和镜头的交集和decolonialidade vulnerabiliza愈合的力量,身体在大流行,但在压舱物进行历史与永久殖民以后更新允许的发生的确出生在殖民地,也就是设备的作用。这句话是追踪记忆网络的起点,目的是将历史条件转化为这个女人在现在的位置,指出这个身体的非人化是一个殖民项目的结果,直到今天。
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